Rapidinhas #12

1) Acabo de saber que o 38º Encontro Nacional de Economia será aqui em Salvador, em dezembro (2010). Como sempre, a ANPEC tem algumas incoerências: no site diz que a data é de 07 a 10, enquanto no cartaz diz que será de 08 a 11.

2) Já estou em casa nova, morando com mais duas pessoas. Agora gasto 20 min a pé ou cinco de buzu pra chegar até a faculdade. Essa foto ao lado, fui eu mesmo que fiz, tirada da janela. Ah! Finalmente começei a fazer caminhadas na praça do Campo Grande, e mês que vem quero voltar a nadar - até já dei uma olhada numa piscina aqui perto.

3) Agora sou representante discente da minha turma do mestrado. Falei pra eles que minha primeira ação será estabelecer uma contribuição mensal, tipo sindicato... (risos)

4) Estou acumulando coisas: leitor de feeds cheio de itens não lidos, emails para responder, posts rascunhados quase prontos pra publicar, artigos pra ler, capítulos para decifrar, exercícios pra resolver, etc, etc. Preciso colocar meu sistema de organização pessoal nos eixos novamente (lembrem-se que esse blog nasceu com o intuito de mostrar tentativas de levar a vida com proatividade e resiliência)

Mestrado em Salvador: primeiras impressões


Opa! Deixa eu tirar a poeira antes que o blog fique às traças! Ando zonzo com a correria do mestrado e com a adaptação à vida de cidade grande. Vamos às novidades:

Estou enfrentando mais de uma hora de trânsito para chegar à faculdade. Isso tem afetado meu rendimento nos estudos... Pretendo me mudar para as redondezas do Mesteco ainda este mês.

Apesar de não ter conferido na balança, já emagreci uns dez quilos: quatro, subindo a escadaria  + ladeira entre o terminal de ônibus (estação da Lapa) e a Praça da Piedade. Os outros 6kg perdi graças à um restaurante: a comida... causou uma infecção intestinal... e de lá pra cá não fui mais o mesmo. Ainda não me sinto "seguro" novamente... Mesmo assim, eu e os colegas voltamos lá, pois somos amantes do risco!


Segunda feira tivemos uma reunião de trabalho, onde nos deram as boas vindas (depois de um mês de aulas) e apresentaram nossos (poucos) direitos e  (muitos) deveres. Teremos que cumprir 36 crédios em 9 disciplinas, além das atividades curriculares.

A impressão é que querem "arrancar nosso coro sem tirar sangue". A  nova coordenação do mestrado pressionou bastante, avisando para terminarmos o curso em dois anos. Porém, no último triênio, o pessoal levou em média 31 meses para concluir. Historicamente, metade da turma desiste ou é jubilada e cerca de dez alunos por ano defendem a dissertação. Hoje o curso tem ao todo, 48 alunos.

Sobre as primeiras disciplinas obrigatórias:

Ecometria I:
O professor é recém: recém doutor pela USP, recém chegado na casa. Mas fez o mestrado por aqui, então conhece bem as deficiências a realidade do centro. Está empolgado, com vontade de fazer diferença  e ministrar um bom curso:

— (...) a intenção é que quando vocês encontrarem um colega que estudou na usp, na fgv, que você consigam conversar e se sentirem nivelados.

Neste primeiro mês fizemos uma "revisão" de Estatística, baseada nos primeiros 4 capítulos do Hogg-Mckean-Craig. Entregamos duas listas de exercício e na próxima terça teremos a primeira avaliação!

Métodos Quantitativos

Por enquanto está dando pra levar. Já tem bastante assunto pra estudar, considerando que a turma é um pouco heterogênea (ou homogênea pra baixo). O professor pede "leitura intensa e total dos capítulos cobertos pelo livro-texto principal (Alpha Chiang)" - Sim, isso mesmo: Chiang é o nosso guia, e o Simon & Blume, complementar.

Doutrinação Ideológica Economia Política:

Por causa das outras matérias, tendemos a deixar essa em segundo plano - mas os veteranos já avisaram que essa estratégia é perigosa, pois a carga de leituras é grande.

Segundo o professor:

— Iremos ver tudo que é relevante fora do mainstream. E quando vocês virem o mainstream, é pra ser criticado. Vamos desmistificar a economia neoclássica e apresentar alternativas.

Ele também diz umas coisas que eu prefiro classificar como "engraçadas":

— Nenhum economista de gravatinha conseguiu dar uma explicação satisfatória para a crise. (...) Essa fauna ridícula (...)

— A teoria neoclássica explica qualquer coisa com dois argumentos: 1) as manchas solares: mudam o clima, que impacta na produção agrícola, provocando as crises (Jevons). 2) a culpa é da natureza humana, especulativa.

Mas estamos na Academia e não numa igreja,  ou seja, não é questão de fé. Daí não preciso aceitar e concordar com o que ouço. Mas não estranhem se eu começar a reproduzir esse discurso, afinal, sou obrigado a gastar parte do tempo fazendo essas leituras...

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Créditos das fotos:
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