Quando a coisa aperta...


Estava eu conversando e ela disse estar fazendo um curso para lidar com a procrastinação. O tal curso - Morita Therapy - é um método criado por um japonês com nome... Morita! Se baseia em fazer o que tem que ser feito sem dar atenção as emoções, ou apesar delas.

Me falou que uma das estratégias é aceitar a situação sem inventar desculpas. E aceitar o que está sentindo sem tentar modificar também. Então falei:

- Hum... Me lembrei da minha monografia de graduação: estava super-atrasado, havia mudado o tema, etc. Simplesmente não tinha tempo para parar e me lamentar. Então eu chorava ao mesmo tempo que produzia!

- Ah, então você está me dando um exemplo do que é terapia Morita !!! Exclamou.

Você vai ser julgado

"Então... Não adianta... você vai ser julgado na sua vida por cada coisa que você fizer. Inclusive você vai ter todo o conjunto de sua vida e obra julgado pela pior coisa que você fizer. Então se você foi a vida inteira uma pessoa bacana, legal, sincera, e um dia você fez uma cagada tremenda, você vai ser julgada por essa cagada!"

O texto acima é um trecho de um desabafo, "filosofia de chuva", que a Rosana Hermann fez no Gengibre um tempo atrás. Ela comenta sobre essa pressão de ter que ser bom todos os dias... (ouça na íntegra clicando aqui ou na bonequinha do início do texto, se estiver lendo diretamente no blog).

Favoritei e fiquei à espera do momento certo pra comentar. E eis que neste fim de semana, em que todos as mídias falam da partida de Michael Jackson, tive um novo insight sobre o post da Rosana:

Se você for uma pessoa, um profissional, um amigo ou um sei-lá-o-quê excepcional, voce será lembrado mais pelo seus feitos do que pelos seus erros!

O Ministério da Educação e o mestrado profissional

Semana passada foi o fim da exigência do diploma para trabalhar como jornalista, e para esta, o assunto da vez é que o MEC e a CAPES mudaram as regras do jogo para os mestrados profissionais. A primeira coisa que pensei foi: como o mercado vai reagir?

Do jeito que eram regulamentados antes, eu tinha a impressão que a diferença entre um mestrado acadêmico (MA) e um mestrado profissional (MP) era de que, no segundo, se assumia que os alunos trabalhavam, então a organização levava isso em conta nos horários de aula, etc. O paradoxo é que muita gente que cursa um MA, trabalha paralelamente, mesmo quando as normas do programa requer dedicação exclusiva!

Dizem que com essa mudanças, o MEC visa aumentar o número de vagas em todo o país. Sobre esse particular, o @manoelbr foi direto ao ponto: "Quando não se cumpre a meta, muda-se formato e medida". Sem dúvida, essa frase propõe varias reflexões sobre as maneiras de o Estado se mostrar eficiente.

Os ótimos MPs que existem devem continuar ótimos. Mas com a possibilidade de transformar especializações lato sensu em  mestrados profissionais, a oferta vai aumentar e a qualidade vai cair. Fico apreensivo, pois talvez os MPs percam valor.

Pessoas sem formação acadêmica poderão lecionar. Ok, existem em todas as áreas, profissionais (sem formação stricto senso) experientes e  reconhecidamente competentes  que podem agregar muito num curso desses. Mas são poucos.

O Prof. Palazzo tece algumas considerações, em seu blog, comparando a situação do Brasil com o que acontece na Europa:
"O problema é que [no Brasil] AMBOS tem os mesmos direitos. Para mim, e para meus colegas daqui, isto é um erro. Para um doutorado acadêmico o mestre profissional não tem a formação conceitual necessária."

Nem sei se concordo integralmente com o prof Palazzo, mas acredito que essas mudanças podem ser positivas. Mas desde que fique claro qual o papel de um MA e um MP, e quais os custos e benefícios de cada uma das escolhas possíveis.

Como inchar seu currículo Lattes

Sabemos que nem tudo precisa entrar no currículo. E o que for colocar, tem que pôr no lugar certo. Às vezes me deparo com umas coisas bizarras engraçadas. Vou me ater ao Lattes:

Tem gente que publica bastante em revista local de variedades e cadastra tudo como "artigo completo em periódico". Tem doutor que anota como "trabalho técnico" a atuação como fiscal de sala em vestibular e concursos.

Sabemos que de tempos em tempos é bom fazer uma limpeza no currículo. Por exemplo, hoje não tem relevância dizer que participei do I Seminário de Turismo do Sul da Bahia a anos atrás ou que assisti a um ciclo de palestras com Bautista Vidal em 1998.

Mas tem pessoas que registram tudo. Tudinho mesmo. No campo "formação complementar" (que é destinado a cursos de aperfeiçoamento com carga horária razoável) um certo alguém, possuidor de 02 pós-graduações latu senso, fez questão de frisar no currículo acadêmico que, além dos mini-cursos de WordstarMS-DOS,  concluiu o curso teórico de 15h da auto-escola...


Tá, essas coisas podem até ser importantes na hora de pontuar em um concurso para docente. Mas aí, o melhor seria manter duas versões: um público, enxuto e relevante, e outro, em arquivo, com toda a parafernália, pra ser usado somente quando necessário.

Vale a pena consultar uma nutricionista?

Confesso que estava com preconceito de ir à nutricionista. Afinal, todo mundo sabe o que fazer para ter uma alimentação saudável: mastigar bem, comer várias vezes ao dia, evitar frituras e muitos doces, comer mais frutas e verduras, etc, etc.

Por insistência do médico, devido a um quadro de excesso de peso + insulina alta (mas não chega a ser diabetes) + triglicérides altíssimo + colesterol no limite (mas o bom colesterol está muito baixo ) + ácido úrico acima + hipertensão, fui a primeira vez na antevéspera do natal passado.

O engraçado é que antes da consulta passei no supermercado e comprei alimentos que, apesar de fazerem bem à saúde, fiquei sabendo logo depois que não deveria ingeri-los, pelo menos por enquanto.

A nutriconista viu meus exames e me orientou de forma a regularizar aqueles índices. Devo evitar batata, beterraba, couve, arroz integral, feijão, uva, tomate, vegetais folhosos verde-escuros, cuscuz, chás e até mingaus. Quanto ao que comer, discutiu comigo uma lista de coisas, e não me deixou preso*a um cardápio rígido. Também pediu pra eu comer- por um tempo - 3 castanhas por dia e semente de linhaça 3 vezes por semana.

Agora sou mais consciente: sei que no meu caso é melhor comer um pastel de forno do que um sanduíche natural feito com pão integral, cheio de uva-passa.

A dica é essa: vale a pena consultar um nutricionista, mas leve junto seus exames de sangue recentes.

É claro que tentações existem e saio da linha constantemente. Em casa o povo não colabora: é carne na churrasqueira ou frita no óleo todo dia! Ainda temos o hábito de acordar no meio da noite pra conversar enquanto comemos Josefina...
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