Exame ANPEC - Para onde foram os convocados?

gráfico de dispersão, média X classificação do candidato

Trago uma planilha com informações úteis a quem pretende fazer mestrado em economia. São algumas pistas para perguntas como "quanto preciso tirar para entrar na EPGE, PUC-RJ, na USP, na UFGRS, no CEDEPLAR, no CAEN, no PIMES, etc?".

Contém resultados do Exame ANPEC 2009, incluindo para quais centros foram boa parte dos candidatos convocados. Há outras informações relevantes, como médias e desvio padrões ao longo de nove concursos.

Dois terços dos programas de mestrado não corrigem a prova discursiva de Economia Brasileira, e 4 ou 5 sequer consideram a prova objetiva.

O desempenho geral ano passado foi considerado baixo, mas as provas foram bem pesadas. Para a ANPEC 2010 espera-se que a concorrência aumente bastante - efeito da crise.


notas médias e classificação, ao longo de 9 anosDos 915 inscritos, houve evasão de 16,28%. As 766 pessoas que fizeram as provas possuíam idade média de 26,5 anos e 68% se formaram nos últimos dois anos. Apenas 34,6% são mulheres.

Quatorze pessoas declararam que fizeram o Exame pela segunda vez, 8 declararam que fizeram pela terceira vez e 27 disseram ser treineiros.

Conseguimos levantar o destino de 297 convocados (foram anunciadas 524 vagas). Destes, a idade gira em torno de 24,85 anos e 1,2 anos de formados. Noss centros considerados top, os mestrandos tem idade média ligeiramente menor.

Fica subentendido que o custo de oportunidade em prestar ANPEC é maior, quanto maior o tempo de formado. Dos atuais mestrandos que conseguimos identificar, cento e dezoito deles ainda não haviam se formado na ocasião da prova e 50 pessoas tinham concluído a graduação há um ano.


quantidade de pessoas que fizeram anpec, segundo seu ano formatura.

A pasta de trabalho (conjunto de planilhas) foi elaborada a partir da lista feita por Artur Manoel Passos, mestrando da PUC-Rio, através da colaboração de várias pessoas. Juntei a ela informações coletadas na própria Comunidade da ANPEC no ORKUT e em diversos sites, mais a planilha com informações divulgadas pela UNESP. Não confundir essa com a outra, que mostra as estatísticas dos inscritos no exame 2009.



Para fazer o download, basta clicar com o botão direito aqui ou no ícone da planilha.

Olha o que eu faço com livros de bibliotecas públicas

Primeiro vou explicar como faço e porquê. Em seguida, argumento que as orientações gerais de como lidar com eles divergem da maneira como são tratados.

Livros são feitos para serem consumidos. Afinal, com o passar do tempo, eles se degastam (o papel) e às vezes ficam obsoletos também (o conteúdo).

Sim, eu sou a favor de riscar livros. Anotar nas margens é como estabelecer um diálogo com o autor e com o próximo leitor. Retifico erros ortográficos. Se é meu, rabisco com vontade. Mas se livro é público, tem que ser feito com boas maneiras:
1) Escrever a lápis, sendo sucinto e de forma legível,
2) não sair subilinhando tudo que lê, que nem um(a) louco(a),
3) não arrancar folhas. Já vi exemplares com capítulos inteiros furtados!

Além disso, faço uma boa ação: quando pego emprestado em uma biblioteca pública, devolvo em melhores condições. Veja um exemplo:


Se o livro estiver maltratado, com folhas soltas, eu coloco no lugar. Se a capa estiver estrupiada, colo uma folha por baixo e passo fita adesiva transparente ao redor das extremidades. Veja como ficou:


Mas isso que faço em benefício público, vai de encontro às boas práticas de conservação e manuseio de livros e revistas. Quando leio as dicas, penso que boa parte delas é coisa para museu: não pode abrir muito para não esgarçar a costura, não pode pegar com a mão suja, não pode forrar a capa nem fixar fita adesiva para não manchar as folhas.

Capa livro GTD 05Apesar dos excessos, reconheço que as dicas são ótimas. Tenho um exemplar da primeira tradução para o português do Getting Things Done - difícílimo de encontrar. Para conservar eu o envolvia em papel madeira. Depois fiquei sabendo que não é recomendado fazer, pois a acidez desse papel faz amarelar as páginas.

Links úteis:
* 21 dicas para conservar sua biblioteca
* Como conservar seus livros
* Conservação e restauração de livros e documentos (ver item 3)

Rapidinhas #04

1) Não sou um cara persistente. Sou perseverante. Entendem a diferença?

1.a) Desde o carnaval que meu regime desandou. Nem tanto nas quantidades, mas derrapei na qualidade (viva a carne assada e as frituras!). Hoje voltei a prestar atenção na alimentação e a seguir as orientações da nutricionista.

1.b) Este ano começei a frequentar, como ouvinte, três disciplinas do curso de matemática. Fazia duas semanas que eu só assistia aulas, sem a contrapartida de horas-bunda solitárias. Voltei a separar um tempinho hoje.

1.c) Quando comecei as aulas acima, parei de fazer exercícios físicos. Retomei hoje. Voltei a nadar.

2) Finalmente comprei - chegou na véspera do feriado - meu tão sonhado netbook. Ainda falta instalar Instalei uma suíte de escritório (prefiro o Office 2007) mas ainda falta configurar o roteador wireless que comprei há tempos...

3) Para inspirar, deixo aqui documentado esses vídeos para serem vistos no iu-tubiu:

Anotações em livros

Acabo de ver o tweet do Azevedo sobre o site Trocando Livros. Me cadastrei, mas talvez não possa participar. Nas perguntas frequentes está escrito que o livro a ser enviado não pode conter rasuras ou anotações (dedicatórias estão liberadas).

Os meus estão em bom estado, mas geralmente são cheios de marcações e comentários. E se custou caro, tem mais é que ser usufruído mesmo. Tem pessoas que colocam o volume no pedestal: não escrevem, não rabiscam, não dobram e ainda enrolam numa toalha. Para mim, ter um livro e não rabiscar é como namorar e não poder...

Eu sou a favor e inclusive faço anotações em livros de bibliotecas públicas. Mas falarei disso depois (saiba porquê).

Para saber mais sobre o esquema de receber e enviar livros, um monte de gente comentou lá no Calebe e no Sedentário. Também há quem ficasse desapontado.
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