Tem gente que publica bastante em revista local de variedades e cadastra tudo como "artigo completo em periódico". Tem doutor que anota como "trabalho técnico" a atuação como fiscal de sala em vestibular e concursos.
Sabemos que de tempos em tempos é bom fazer uma limpeza no currículo. Por exemplo, hoje não tem relevância dizer que participei do I Seminário de Turismo do Sul da Bahia a anos atrás ou que assisti a um ciclo de palestras com Bautista Vidal em 1998.
Mas tem pessoas que registram tudo. Tudinho mesmo. No campo "formação complementar" (que é destinado a cursos de aperfeiçoamento com carga horária razoável) um certo alguém, possuidor de 02 pós-graduações latu senso, fez questão de frisar no currículo acadêmico que, além dos mini-cursos de Wordstar e MS-DOS, concluiu o curso teórico de 15h da auto-escola...
Tá, essas coisas podem até ser importantes na hora de pontuar em um concurso para docente. Mas aí, o melhor seria manter duas versões: um público, enxuto e relevante, e outro, em arquivo, com toda a parafernália, pra ser usado somente quando necessário.

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