Livros são feitos para serem consumidos. Afinal, com o passar do tempo, eles se degastam (o papel) e às vezes ficam obsoletos também (o conteúdo).
Sim, eu sou a favor de riscar livros. Anotar nas margens é como estabelecer um diálogo com o autor e com o próximo leitor. Retifico erros ortográficos. Se é meu, rabisco com vontade. Mas se livro é público, tem que ser feito com boas maneiras:
1) Escrever a lápis, sendo sucinto e de forma legível,
2) não sair subilinhando tudo que lê, que nem um(a) louco(a),
3) não arrancar folhas. Já vi exemplares com capítulos inteiros furtados!
Além disso, faço uma boa ação: quando pego emprestado em uma biblioteca pública, devolvo em melhores condições. Veja um exemplo:
Se o livro estiver maltratado, com folhas soltas, eu coloco no lugar. Se a capa estiver estrupiada, colo uma folha por baixo e passo fita adesiva transparente ao redor das extremidades. Veja como ficou:
Mas isso que faço em benefício público, vai de encontro às boas práticas de conservação e manuseio de livros e revistas. Quando leio as dicas, penso que boa parte delas é coisa para museu: não pode abrir muito para não esgarçar a costura, não pode pegar com a mão suja, não pode forrar a capa nem fixar fita adesiva para não manchar as folhas.
Apesar dos excessos, reconheço que as dicas são ótimas. Tenho um exemplar da primeira tradução para o português do Getting Things Done - difícílimo de encontrar. Para conservar eu o envolvia em papel madeira. Depois fiquei sabendo que não é recomendado fazer, pois a acidez desse papel faz amarelar as páginas.Links úteis:
* 21 dicas para conservar sua biblioteca
* Como conservar seus livros
* Conservação e restauração de livros e documentos (ver item 3)





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