Desventuras, desabafos e insatisfação

Uma amiga solicitou um espaço neste blog para expressar seu aborrecimento. Segue abaixo o relato de Eliana Santos sobre um caso de descaso e desrespeito aos passageiros da empresa Auto Viação Camurujipe (que nem site tem!):

No dia 03 de outubro de 2008 às 13h: 05min embarquei na rodoviária de Salvador/Bahia em um ônibus da Viação Camurujipe com destino a Vitória da Conquista/Ba. Entre as cidades que estavam em seu itinerário encontrava-se Jequié, cidade para onde eu iria me deslocar. Na noite anterior, antes de comprar a passagem no guichê, perguntei à pessoa que estava me atendendo se teria vaga em um ônibus semi-leito ou leito. Ela respondeu que o único semi-leito do período diurno estava lotado e que só teria vaga no turno da noite.
Como eu não queria viajar à noite decidi comprar a passagem de um convencional que sairia depois do meio-dia. A previsão de chegada na cidade de Jequié era próxima às 19 horas do mesmo dia. No dia da viagem cheguei próximo ao horário de saída do carro e no momento do embarque procurei meu assento e me preparei para o percurso. Antes falei com minha mãe que me esperava em Jequié, confirmando a previsão de minha chegada.
Após uma hora e dez minutos de viagem o ônibus 3110 placa JOT 0926 parou com problemas técnicos. A princípio não tínhamos uma idéia clara do que causou a interrupção da viagem. Ficamos à beira da estrada próximos à um matagal. Ao perguntar ao motorista e cobrador sobre o que havia acontecido eles informaram que o carro estava com defeito na caixa de marcha. Entraram em contato com a empresa e fomos informados da vinda de um técnico para realizar o conserto do carro. O tempo de espera definido para a chegada do socorro era de 1h e meia, segundo informações recebidas do apoio da empresa. Foi só o começo de muito desgaste e desrespeito aos passageiros. De uma hora e meia de espera ficamos 4h e meia na estrada, sob sol e poeira recebendo informações desencontradas que não se confirmavam.
O mais curioso: estávamos a poucos quilômetros de Salvador e Feira de Santana. Fato que torna ainda mais evidente a ausência de gestão estratégica para resolver problemas como esse. Ficou claro o despreparo da empresa para evitar transtornos dessa natureza. O carro não recebeu uma revisão técnica para seguir viagem e ficamos à mercê dos acontecimentos. Foram feitas tentativas para resolver o problema individualmente de modo paliativo. Ligamos para a ouvidoria, para a central de atendimento aos clientes e nada de imediato foi resolvido. Ficamos à beira da estrada tentando embarcar nos carros que passavam cheios de gente e iam para cidades próximas às do itinerário do ônibus 3110. Todos ficaram muito preocupados com seus familiares em suas cidades de destino. Haviam também aqueles que tinham compromissos a honrar, negócios a tratar e tiveram que arcar com os custos gerados pelo enorme atraso nessa viagem. Resolvemos disponibilizar nossos celulares, nomes e e-mails para que alguma coisa fosse feita a fim de manifestar nossa indignação e nosso repúdio ao descaso com que fomos tratados. Após muita reclamação, aborrecimentos e insatisfação, chega o técnico e faz um reparo provisório com o objetivo de sermos retirados da beira da estrada até a chegada de um carro substituto. Saímos da cidade Amélia Rodrigues, próxima a cidade de Feira de Santana, às 19horas e 15min em outro carro enviado pela empresa. Cheguei a Jequié à meia noite aproximadamente, exausta.
Com essa experiência ficou o cansaço e a constrangedora sensação de ver nas pessoas o sentimento de humilhação e vulnerabilidade. Penso com isso que a empresa deveria formalizar um pedido de desculpas pelos danos morais e materiais causados aos passageiros. Isso seria o mínimo. Registro aqui a minha indignação com a forma como fomos tratados e sinalizo que a empresa perde credibilidade e clientes com a ocorrência de fatos como esse.

Resolvi pesquisar na rede para ver se não foi um acontecimento isolado, e encontrei no blog da banda Dilei o seguinte depoimento:


(...) uma das piores empresas de transporte já vistas durante toda a turnê: VIAÇÃO CAMURUJIPE. Ônibus sem ar-condicionado que mais parecida busão municipal, já q parava em tudo quanto era ponto pegando passageiros e vendedores ambulantes q "invadiam" o ônibus de hora em hora. Ah... fora a cobrança por excesso de bagagem: "É só pagar 10 reais q tá tudo liberado" dizia o responsável no embarque em Salvador. A resposta à nossa reclamação, já q não fomos avisados na hora da compra da passagem e nem havia nada escrito no bilhete foi um "aqui na Bahia é assim!". Pois bem... q assim seja! Aqui fica registrado nossa indignação à essa empresa q, com certeza, envergonha a Bahia.


E numa famosa rede de relacionamento ainda tem uma comunidade chamada A Camurujipe é uma merda, onde o pessoal relata outras desventuras.

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