Enfim, o Resultado

Para quem acompanhou minha odisséia dos últimos dois meses, aviso que o resultado saiu na quinta à noite (03 de julho de 2008): não passei. Ou, outras palavras, fui classificado, fiquei excedente, não havia vagas suficientes... Tudo bem, estou tranquilo: fiz minha parte, e se não deu, é porque não era pra ser.

Uma das coisas curiosas é que no edital constava que seriam até vinte contemplados, mas 25 pessoas foram selecionadas para cursar. Ora, por que mais cinco e não quatro? ou seis? ou mais dez?!?

Lembro-me agora da estagiária que me perguntou o que eu faria se o processo de seleção não desse certo. Respondi que eu já tinha outras perspectivas em mente, caso o resultado fosse negativo.

Pouco antes de me formar, a alguns anos atrás, esbocei meu plano de carreira e sigo-o desde então. É claro que vou revisando, ajustando os desvios de rota, atualizando as prioridades de tempos em tempos. Agora volto ao plano A, que é me preparar para a prova da ANPEC no ano que vem (mestrado em Economia) .

5 comentários:

  1. Enoch,
    já nem lembro como cheguei a assinar teu feed.
    Mas, a identificação é inevitável.

    Inevitável. Acabo compararando o meu trajeto ao seu. Mesmo vendo que você está muito mais na frente.

    Mas, tenho a impressão que ainda nos esbarraremos por aí.

    Não foi agora!!!!!? Bem. Eu acho que não há explicação lógica para estas coisas.

    Tudo de bom! Te desejo agora, de verdade.

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  2. Enoch, isso me fez lembrar de como foi o meu processo de ingresso no Mestrado, em 1993. Na minha área de concentração havia oficialmente 20 vagas, que era o número máximo de alunos permitido pela Capes. No entanto, a instituição "dava um jeitinho" de enfiar mais 20, de modo que iniciávamos as turmas com 40. Para atender às limitações impostas pela Capes, oficialmente havia apenas 20 matriculados; e para burlá-la mais outros 20, matriculados apenas como "alunos especiais". Um horror: você cursava todas as disciplinas obrigatórias e participava das mesmas aulas e avaliações que os 20 alunos OFICIAIS cursavam,
    só que enquanto estes estavam oficialmente matriculados, você não estava, embora fazendo exatamente as mesmas coisas que eles. Mais lá pra frente, devagarinhos, eles iam pegando os tais alunos "especiais", e os iam matriculando oficialmente. Claro que orientador, só arrumava logo de cara, quem era aluno "oficialmente matriculado", quem era "especial" (he he he) passava o mó sufoco, pois ficava na dependência da boa vontade dos orientadores irem ou não com a tua cara. E tinha gente que, por não conseguir angariar essas simpatias, acabava largando tudo, mesmo depois de cursar trocentos mil créditos, e nem poderiam reclamar, pois haviam, de "livre e espontânea vontade", se inscrito como ouvintes! Agora, cá entre nós: acho que em relação ao teu processo de seleção, se não existem explicações racionais, pelo menos explicações ANTROPOLÓGICAS, é que não devem faltar!

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  3. Opa Enoch!

    Primeiro de tudo, uma seleção não diz nada, absolutamente nada sobre uma pessoa... mas isto você já deve saber!

    Fiquei com uma certa inveja de você (aquela inveja do bem, um dia explico os dois tipos de inveja...)

    Quisera eu, ter feito este plano de carreira! Hoje, sinto que póderia ter feito mais se tivesse feito os tais planejamentos...

    Na minha juventude tinha um ceto horror, preconceito mesmo, com estas "engenharias de vida" mas agora, com a experiência chegando... vejo que planejar não seria de todo mal...

    Pelo menos não deixarei minhas filhas cairem, sem aviso, no mesmo erro!

    Abração pra ti!

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  4. Pra mim tem algo paradoxal no seu plano de carreira.

    Enxergo-o daqui como um sujeito empreendedor, motivado para inovação, criação e... Participando de concursos que o levariam à área pública que é sinônimo de estagnação.

    ?

    Abrazon

    El Cohen
    www.4hd.com.br/blog

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  5. Essas são as barreiras que encontramos na vida, uma vez eu escutei de uma pessoa que me disse que estas barreiras são boas, pois separa as pessoas que realmente querem fazer o que desejam das outras que embarcam só por curiosidade.

    Acredito que você está tendo uma boa atitude para com este revés, pois não leva a nada ficar indignado e reclamando da situação.

    Bola pra frente que se você lutar pelo que deseja vai conseguir.

    Um abraço.

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