Presentes: Sinalizando Preferências

Comprar presentes é uma situação ímpar, pois exercitamos a empatia e a congruência. Digo isso porque procuramos dar algo que achamos que o homenagiado vai gostar. Ao mesmo tempo, dificilmente daríamos alguma coisa que não nos agrade também.

Já ganhar presentes nos possibilita vivenciar gratidão: ficamos felizes pelo ato de receber, de ter sido lembrado, e isso importa mais do que o valor material da coisa em si.

Acabo de ver no blog do Evernote uma excelente dica para esta época de amigo-secretos: criar uma pasta pública no Evernote para usar como lista de desejos/presentes.

É uma idéia interessante, pois assim você já sinaliza suas preferências e diminui o risco de receber um xaxim sem planta, uma camisa três números menor ou um perfume Tabu! he he he

Já fiz a minha wishlist!

Blogueiros Economistas e/ou Economistas Blogueiros

Estou satisfeito com nossa blogosfera (brasileira) de economia.  Se não temos quantidade, pelo menos gente de qualidade há. Esses blogueiros não ficam falando sozinhos. Conversam, ampliam os assuntos, ora comentando direto nos blogs dos colegas, ora fazendo referências em seu próprio espaço.

E, além de conversações, geram ações coletivas, como os e-books sobre o porquê da multa nos rodízios de sushsis e o que discute a questão dos bafômetros. Promovem passeatas em favor da liberdade. Alguns chegam a fazer campanha contra ditadores assassinos.

Há também os blogs coletivos, como estes do pessoal de Economia da UFES, e outro, mantido por alunos da PUC-RJ.

Já faz algum tempo que, além de assinar os feeds, montei um wiki (página colaborativa) onde catalogo os blogueiros-economistas/ economistas-blogueiros. A lista está em construçao e quem quiser pode ir lá editar: Profissionais Na Rede.


Por quê são poucos?

Primeiro um adendo: como não sei quem está "por trás" (ops, no bom sentido =) do Na Prática A Teoria É Outra, vou chamá-lo de NPTO.  NPTO acha que tem pouca gente blogando.

Mas, por quê são poucos? Minha opinião é que ainda há muito preconceito com o termo "blog". E, uma vez vencida esta etapa, ainda esbarramos na resistência que as pessoas tem de aprender a usar as ferramentas e o modus operandi do mundo virtual.

Tempos atrás Shikida questionou o porquê de haver tão poucos blogs de economia feitos por alunos de economia (vejam os comentários feitos por lá). Mas, e quando o estudante, apesar da boa vontade, começa a dizer "barbaridades"? Como criticar sem espantantá-lo?

Aproveitando a discussão, gostaria de ver mais economistas integrados às mídias sociais. Seria interessante, por exemplo, ver essa parcela da blogosfera aderindo também ao Twitter (rede social e microblog).

Cartão De Visita Diferenciado e Funcional

Em situações informais costumo entregar um cartão de visitas no formato de Pocketmod - aqueles famosos bloquinhos de anotações.

Pocketmod como cartão de visita

Nele, além de email e telefone, coloco o endereço deste blog, do outro site e do twitter. O bloquinho, que pode realmente ser usado no dia-a-dia, já carrega os primeiros lembretes em relação aos sites ali anotados:
Não esqueçer de:
* Visitar na internet
* Adicionar aos sites favoritos
* Anotar na agenda para voltar mais vezes

Pocketmod como cartão de visita

Li uma matéria sobre bussiness cards bonitos, diferenciados e funcionais no Efetividade.Net e resolvi deixar aqui minha contribuição. Outro lugar com dicas bacanas é o blog oficial do Cartão Express.

Conselho Regional - pergunta aos colegas mais experientes

Há dois ou três dias recebi a cédula de votação por correspondência referente às eleições para renovação de um terço dos Conselheiros do CORECON-Ba - Conselho Regional de Economia da Bahia. Nem precisam do meu voto, pois é chapa única mesmo...

Movido pela curiosidade, fui ao site e constatei que lá nem é mencionado que estamos em época de eleição! Também não encontrei Estatuto, Regimento ou 'sei lá o quê' que me diga como as coisas funcionam ali. Aproveitei para dar uma rápida olhada na lista das pessoas que são ou foram conselheiros, diretores, presidentes, etc, e a percepção que tive é de que, nos últimos anos, são as mesmas pessoas sempre se revezando pelos cargos.

Não, não os conheço. Mas vou pelo menos pesquisar quem são essa pessoas que me representam e defendem minha profissão (ou seria formação?!?).

Eu já vinha pensando em cancelar minha inscrição no Conselho e retomar apenas quando eu realmente precisar da carteirinha de economista pra alguma coisa.

Lembro bem que quando estávamos na iminência de nos formar, um representante do Corecon foi até a universidade para que nós nos registrássemos sem precisar nos dirigir a Salvador. A sensação é que estávamos sendo acolhidos e que seríamos apoiados e orientados na difícil transição para recém-formados no mercado de trabalho. Durante um tempo tentei manter contato, buscar apoio, etc.

Passado sete anos, não consigo perceber em quê o Conselho me ajudou, e hoje, se me apóia ou representa. Apenas $into o efeito das cobranças anuais.

A carta trazida pelos correios essa semana me fez questionar novamente: para que (me) serve mesmo o conselho? Na verdade peço ajuda aos mais experientes - me digam se devo, e porque devo continuar in$crito no Corecon - ainda mais se eu não estiver exercendo nenhuma atividade privativa....

Desventuras, desabafos e insatisfação

Uma amiga solicitou um espaço neste blog para expressar seu aborrecimento. Segue abaixo o relato de Eliana Santos sobre um caso de descaso e desrespeito aos passageiros da empresa Auto Viação Camurujipe (que nem site tem!):

No dia 03 de outubro de 2008 às 13h: 05min embarquei na rodoviária de Salvador/Bahia em um ônibus da Viação Camurujipe com destino a Vitória da Conquista/Ba. Entre as cidades que estavam em seu itinerário encontrava-se Jequié, cidade para onde eu iria me deslocar. Na noite anterior, antes de comprar a passagem no guichê, perguntei à pessoa que estava me atendendo se teria vaga em um ônibus semi-leito ou leito. Ela respondeu que o único semi-leito do período diurno estava lotado e que só teria vaga no turno da noite.
Como eu não queria viajar à noite decidi comprar a passagem de um convencional que sairia depois do meio-dia. A previsão de chegada na cidade de Jequié era próxima às 19 horas do mesmo dia. No dia da viagem cheguei próximo ao horário de saída do carro e no momento do embarque procurei meu assento e me preparei para o percurso. Antes falei com minha mãe que me esperava em Jequié, confirmando a previsão de minha chegada.
Após uma hora e dez minutos de viagem o ônibus 3110 placa JOT 0926 parou com problemas técnicos. A princípio não tínhamos uma idéia clara do que causou a interrupção da viagem. Ficamos à beira da estrada próximos à um matagal. Ao perguntar ao motorista e cobrador sobre o que havia acontecido eles informaram que o carro estava com defeito na caixa de marcha. Entraram em contato com a empresa e fomos informados da vinda de um técnico para realizar o conserto do carro. O tempo de espera definido para a chegada do socorro era de 1h e meia, segundo informações recebidas do apoio da empresa. Foi só o começo de muito desgaste e desrespeito aos passageiros. De uma hora e meia de espera ficamos 4h e meia na estrada, sob sol e poeira recebendo informações desencontradas que não se confirmavam.
O mais curioso: estávamos a poucos quilômetros de Salvador e Feira de Santana. Fato que torna ainda mais evidente a ausência de gestão estratégica para resolver problemas como esse. Ficou claro o despreparo da empresa para evitar transtornos dessa natureza. O carro não recebeu uma revisão técnica para seguir viagem e ficamos à mercê dos acontecimentos. Foram feitas tentativas para resolver o problema individualmente de modo paliativo. Ligamos para a ouvidoria, para a central de atendimento aos clientes e nada de imediato foi resolvido. Ficamos à beira da estrada tentando embarcar nos carros que passavam cheios de gente e iam para cidades próximas às do itinerário do ônibus 3110. Todos ficaram muito preocupados com seus familiares em suas cidades de destino. Haviam também aqueles que tinham compromissos a honrar, negócios a tratar e tiveram que arcar com os custos gerados pelo enorme atraso nessa viagem. Resolvemos disponibilizar nossos celulares, nomes e e-mails para que alguma coisa fosse feita a fim de manifestar nossa indignação e nosso repúdio ao descaso com que fomos tratados. Após muita reclamação, aborrecimentos e insatisfação, chega o técnico e faz um reparo provisório com o objetivo de sermos retirados da beira da estrada até a chegada de um carro substituto. Saímos da cidade Amélia Rodrigues, próxima a cidade de Feira de Santana, às 19horas e 15min em outro carro enviado pela empresa. Cheguei a Jequié à meia noite aproximadamente, exausta.
Com essa experiência ficou o cansaço e a constrangedora sensação de ver nas pessoas o sentimento de humilhação e vulnerabilidade. Penso com isso que a empresa deveria formalizar um pedido de desculpas pelos danos morais e materiais causados aos passageiros. Isso seria o mínimo. Registro aqui a minha indignação com a forma como fomos tratados e sinalizo que a empresa perde credibilidade e clientes com a ocorrência de fatos como esse.

Resolvi pesquisar na rede para ver se não foi um acontecimento isolado, e encontrei no blog da banda Dilei o seguinte depoimento:


(...) uma das piores empresas de transporte já vistas durante toda a turnê: VIAÇÃO CAMURUJIPE. Ônibus sem ar-condicionado que mais parecida busão municipal, já q parava em tudo quanto era ponto pegando passageiros e vendedores ambulantes q "invadiam" o ônibus de hora em hora. Ah... fora a cobrança por excesso de bagagem: "É só pagar 10 reais q tá tudo liberado" dizia o responsável no embarque em Salvador. A resposta à nossa reclamação, já q não fomos avisados na hora da compra da passagem e nem havia nada escrito no bilhete foi um "aqui na Bahia é assim!". Pois bem... q assim seja! Aqui fica registrado nossa indignação à essa empresa q, com certeza, envergonha a Bahia.


E numa famosa rede de relacionamento ainda tem uma comunidade chamada A Camurujipe é uma merda, onde o pessoal relata outras desventuras.

Estatísticas Dos Inscritos ANPEC 2009

Novecentos e cinco quinze candidatos a uma taxa de trezentos, trezentos e dez reais! Esse é o número de pessoas que preencherão 524 vagas nos vários mestrados em economia pelo país afora. Dá uma relação de 1,74 c/v (candidatos/vaga).

A maior concorrência vai para a IPE/USP com 434 inscritos e 22 c/v, e a menor, dois candidatos por vaga, no Estado do Pará.

Para o Curso de Mestrado em Economia da UFBA, que é onde farei uma tentativa, estão inscritos 99 pessoas - uma procura 44% maior em relação ao ano anterior.

As estatísticas apresentadas estão muito zarras cruas. As do ano passado foram bem mais completas descritivas.

Na comunidade da ANPEC, no Orkut, o Artur fez um comentário interessante:

O mais legal foi a mística `primeira opção`:
Manual do Candidato, página 23: "Opções: assinalar até seis opções, sem ordem de prioridade"
Mesmo assim, os poderes telepáticos da coordenação obtiveram estatísticas da primeira opção de cada candidato
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O arquivo inicial, do dia 05/09/2008 pode ser visto no scribd, e as informações retificadas pela coordenação podem ser baixados aqui ou no site da ANPEC. Para o resultado final, siga este outro apontador. E não confunda: as provas que acontecerão em 2009 são chamadas ANPEC 2010!
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Lembrete: Exame Anpec 2009 - inscrições

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Atenção!

Se você fará as provas em 2009, o exame chama-se "ANPEC 2010", pois se refere ao ano em quê as aulas começarão. As inscrições serão de 1º de junho a 3 de agosto, e custará trezentos e dez reais. Consulte o marcador específico para ler o que eu venho comentando aqui no blog sobre o processo seletivo.
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Para aqueles que estão pensando em fazer Mestrado em Economia, encerram-se amanhã, 02/08/2008 as inscrições para as provas da ANPEC.

As inscrições são feitas on-line, mas nestes dois últimos dias, aqueles que tiverem dificuldade de acessar, devem enviar email para exame[arroba]anpec.org.br ou telefonar para os contatos (que estarão em regime de plantão) disponibilizados na página oficial.

A Associação Nacional Dos Centros De Pós-Graduação Em Economia realiza anualmente um exame nacional que é utilizado como critério para seleção dos candidatos aos mestrados (e doutorado) de trinta programas de pós-graduação

DICAS

Enfim, o Resultado

Para quem acompanhou minha odisséia dos últimos dois meses, aviso que o resultado saiu na quinta à noite (03 de julho de 2008): não passei. Ou, outras palavras, fui classificado, fiquei excedente, não havia vagas suficientes... Tudo bem, estou tranquilo: fiz minha parte, e se não deu, é porque não era pra ser.

Uma das coisas curiosas é que no edital constava que seriam até vinte contemplados, mas 25 pessoas foram selecionadas para cursar. Ora, por que mais cinco e não quatro? ou seis? ou mais dez?!?

Lembro-me agora da estagiária que me perguntou o que eu faria se o processo de seleção não desse certo. Respondi que eu já tinha outras perspectivas em mente, caso o resultado fosse negativo.

Pouco antes de me formar, a alguns anos atrás, esbocei meu plano de carreira e sigo-o desde então. É claro que vou revisando, ajustando os desvios de rota, atualizando as prioridades de tempos em tempos. Agora volto ao plano A, que é me preparar para a prova da ANPEC no ano que vem (mestrado em Economia) .

Para Concluir, Dois Vídeos

Links para os dois últimos vídeos da série de reportagens inspiradas em O Valor do Amanhã:

A importância da educação
A educação é parte dos investimentos que uma sociedade faz em seu próprio futuro. A produtividade dos trabalhadores qualificados agrega mais valor do que os que não tiveram instrução (07/10/2007 - 8m22s)

O mundo de nossos filhos
A última reportagem da série mostra que muitos humanos destróem e põem em risco todo o planeta. Dessa maneira surge a questão: estamos gastando recursos que deveriam ser guardados para o futuro? (14/10/2007 - 10m5s)

O valor das expectativas... tempo é dinheiro?

De uma tacada só, segue mais três apontadores para assistir e refletir sobre O Valor Do Amanhã:

Tempo é dinheiro? -
Valor do Amanhã: as inovações tecnológicas dão um baile no tempo de realização das coisas. Do avião a jato à fibra ótica, da internet ao celular, tudo é feito em nome da economia de tempo (16/09/2007 - 8m15s)

As expectativas -
Cada cultura tem uma forma própria de se relacionar com o futuro. Os sonhos e as expectativas de uma comunidade se formam a partir das necessidades encontradas durante a batalha pela sobrevivência (23/09/2007 - 8m52s)

O que podemos esperar do futuro? -
O valor do futuro depende do que se espera dele. Para as religiões, a vida é apenas passagem. Ela prega a volta ao Eden: renúncia hoje, paraíso depois. A instabilidade institucional abala a confiança (30/09/2007 - 8m29s)

Rapidinhas #02

1) Deu tudo certo com a viagem que fiz a quinze dias atrás. Rodei quase 700km em um dia só! Foi trabalhoso mas as coisas foram fluindo bem e entreguei a papelada a tempo.

2) Estou na espera do resultado final, ou de mais alguma solicitação de documentos... É imprevisível!

Atualização:
2.1) Agora vamos ter que reconhecer a firma no Histórico da Graduação, o que significa viajar de novo. Detalhe: os fóruns (e portanto, os cartórios) estão em greve! Bom, acho que também vou aproveitar pra ir tirando o passaporte, já que será pedido no momento da matrícula.
3) Enquanto isso, já começo a estudar Espanhol (e Francês, por curiosidade) através do Livemocha, um rede social para aprendizado de idiomas (dica do Sérgio F. Lima).

Mais Um Capítulo Da Seleção Da Pós-Graduação

Parei para escrever à queima-roupa. Será que tem alguém acompanhando esta odisséia? O texto de hoje é em homenagem e contribuição aos "Grandes Momentos da Burocracia", do prof Adolfo Sachsida.

No post anterior falei que estou fazendo uma seleção, e que exigiram o reconhecimento de firma do reitor, no diploma.

Amanhã, quarta-feira, este documento tem que estar em Vitória Da Conquista, porque vão levá-los para o Consulado Da Espanha e para o Ministério Das Relações Exteriores.

Acompanhem o quase-desenrolar da história:

Na quarta-feira passada consegui trazer o diploma de Vitória da Conquista, e no dia seguinte encaminhei pelos Correios para que uma amiga resolvesse pra mim. Na segunda-feira (ontem) pela manhã o Sedex não havia chegado em Ilhéus. Na internet, o rastreamento de objetos constava que o envelope ainda estava por aqui!

Então fui pessoalmente ao Centro de Distribuição dos Correios, aqui em Jequié, procurar notícias. Chegando lá, um aviso bem grande: "Informações, só na parte da tarde. NÃO INSISTA!"

Para meu alívio, a encomenda chegou em Ilhéus, no destino, por volta das 17h. O fórum (onde está o cartório) já estava fechado, e só abriria no outro dia, à tarde.

No dia seguinte (hoje, terça), chegando ao fórum, disseram que a assinatura está um pouco diferente (o pessoal dos cartórios sempre fazem isso...), e que a pessoa teria que ir lá abrir nova firma. Mas a ex-magnífica está morando em Salvador...

Ligando para UESB/Conquista, a solução que me deram foi pedir uma segunda via do diploma, e ao mesmo tempo, um certificado assinado pelo atual reitor. Neste certificado, terei que reconhecer a firma.

Amanhã cedo irei à UESC (Ilhéus) para que a pessoa responsável por preparar este documento/ certificado se compadeça com minha história, encontrar e esperar que o reitor assine. Voltar ao cartório (que só abre depois do meio dia), torcer para que dê certo desta vez. Depois, pegar estrada novamente e chegar em Vitória Da Conquista antes do final da tarde!

Tranquilo, Deus está comigo. Torçam por mim! Durante o dia devo dar notícias via Twitter.

;)

A Força De Um Empurrãozinho

Nas últimas semanas venho fazendo uma uma a seleção para uma pós-graduação stricto senso. Para as vinte vagas, ainda restam trinta e um candidatos.

O resultado final sairá nos próximos dias, mas a cada hora surge uma solicitação diferente. Ontem à tarde chegou um email pedindo o reconhecimento de firma do reitor no diploma de graduação. Isto deve estar pronto na próxima semana, impreterivelmente.

Meu diploma original está em Vitória da Conquista, eu estou em Jequié, e tenho que reconhecer esta bendita firma num cartório em Ilhéus, pois estudei na UESC. Agora de manhã tenho uma licitação e à tarde viajarei para dar aula em outra cidade.

Logo eu, um otimista inveterado, ao ler o email e pensar que além dos muitos compromissos e afazeres que tenho nos próximos dias, ainda teria que empreender um esforço logístico para dar conta desta tarefa, relutei por um momento.

Ao ver minha cara de desânimo, o colega ao lado me cutucou:

- Enoch, veja pelo lado bom! Graças à Deus este email chegou hoje, justamente no dia em que tem alguém em Vitória Da Conquista que pode trazer o diploma pra você!

Imediatamente abri um sorriso, e disse:

- É mesmo, tem razão! Já que é assim, então vou exercitar a resiliência e a proatividade!

Com ajuda do telefone, do networking e de amigos, fui empenhando ações afim de solucionar a pendenga...

Sistemas de Organização Pessoal


Há infinitas formas para gerenciar o tempo e se tornar mais produtivo, inclusive com melhorias na qualidade de vida. Veja quatro métodos de organização pessoal e escolha o seu:

Sthepen Covey / Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes:
O foco é o desenvolvimento pessoal através do autoconhecimento. A premissa é gerenciar a pessoa e não o tempo. Basicamente você escreve sua missão pessoal. Essa missão é uma coisa meio transcedental, baseada em princípios. Em seguida, identifique os papéis que você exerce na sociedade e estabeleça cerca de três metas para cada um desses papéis, a serem atingidos no decorrer da semana. Covey dividide as atividades em quatro quadrantes segundo uma combinação entre importância e urgência e diz que deveríamos gastar mais tempo fazendo coisas que são importantes mas não são urgentes...

David Allen - Getting Things Done - GTD
O foco é fazer as coisas - gerenciar a ação. Consiste em tirar da mente tudo o que requer sua atenção e colocar num lugar onde você possa ver e manusear. Você estabelece o resultado de sucesso que espera atingir e identifica o próximo passo pra chegar lá. Em seguida reúna os lembretes para essas "próximas ações" por contexto ou local onde elas serão realizadas. Para decidir o que fazer em dado momento, leve em conta o contexto, o tempo, a energia disponível e a prioridade. Para que o sistema seja confiável, é indispensável revisá-lo regularmente. A implementação é um pouco trabalhosa, mas desde o início há ganhos em produtividade e diminuição do stress. Segundo Allen, nossa capacidade de ser produtivos é diretamente proporcional à nossa capacidade de relaxar.

Neil Fiore / The Now Habit
Explica as causas da procrastinação e propõe estratégias para lidar com ela. Usa o Ushedule Calendar, ou não-calendário: você marca os compromissos, separa períodos para o lazer e vê o tempo que sobra pra fazer as atividades "produtivas".

Mark Forster / Do It Tomorrow
Vai fundo nas questões da procrastinação. Como estratégia principal, faz-se uma lista realista de coisas à fazer HOJE. Tudo que chegar e não for uma emergência é deixado para o dia seguinte. Ou seja, cada dia tem sua porção definida de ação determinada por uma lista fechada. As ações são realizadas em lotes. Ao invés de fazer o tempo estender para realizar as tarefas, determina-se o que será feito no dia e quando terminado fica-se livre para o que quiser. O ponto mais importante é não se deixar perder por qualquer solicitação (externa ou interna) inesperada que surge ao longo do dia...

Conversação sobre Educação Superior

Abri o meu leitor de notícias agora à noite e vi que um pequeno mal-entendido gerou uma conversação entre a "blogosfera economista". A conversa basicamente girou em torno das diferenças e semelhanças entre o ensino superior público e privado.

O Philipe fez um desabafo, o Cláudio comentou, Diego discordou. O Cláudio esclareceu e o Philipe fechou com chave de ouro.

Tenho relativamente pouco tempo de estrada, mas consigo ver as coisas por vários ângulos (como aluno, como professor e como colaborador). Estudei em universidade pública, fui ensinar em faculdades privadas e também trabalho como técnico em uma IES Estadual. Só posso dizer que... todos tem razão, e... voltamos à questão recorrente:

- É o professor que ensina ou o aluno que aprende?

Como blog é um espaço de documentação, quero deixar registrado aqui esses textos:

Rapidinhas #01

1) Ganhei de uma amiga um livro da Julie Morgenstern: "De Bem Com O Trabalho - novas estratégias para você sobreviver e prosperar no seu emprego". Estou lendo e em breve farei algumas considerações ;)

2) Lucylle, uma brasileira na França, conta suas desventuras ao estudar na Sorbonne. O post desmistifica algumas coisas e garante algumas risadas...

3) Tô usando o Twitter com mais frequência. Existem argumentos contra, e tem gente a favor da ferramenta. Recomendo usar com parcimônia.

4) Falando nisso... os twitteiros costumam escrever (dentro de uma frase) uma palavra ou código precedido do sinal #. Este sinal sinal + código representa uma tag. Serve pra acompanhar o que várias pessoas falam sobre um assunto ou evento, sem a necessidade de "seguir a pessoa".
Mas, como acompanhar as tags do twitter? Depois de muito pesquisar e não econtrar em lugar algum, o César Cardoso me salvou, indicando o TweetScan. Veja exemplos: #prontofalei e #fisl9. [update: o Renato me indicou o Hastags]

5) E por fim, incluí uma visualização da planilha da "Agenda Semanal estilo Covey" dentro do artigo publicado semana passada.

Expectativas, Impulsos da Juventude e o Desafio de Envelhecer

Dando continuidade à documentação da série "o valor do amanhã", segue mais três vídeos:

Impulsos da juventude -
"O ciclo de vida transforma o nosso modo de perceber o presente e o futuro. A questão é saber como esse fato biológico interfere em nossas expectativas e nas escolhas que temos que fazer" (26/08/2007 - 10m16s)

O desafio de envelhecer -
Não há como escapar da velhice. Cada célula do nosso corpo está geneticamente programada para envelhecer. Por melhores que sejam os nossos hábitos de sáude, e o ambiente em que vivemos, a velhice virá (02/09/2007 - 9m51s)

Os cantos da sereia -
"Cada ser humano é uma pequena sociedade, e todo dia temos que negociar e renegociar com os nossos desejos". Duas grandes ameaças rondam nossas ações no tempo: assista para saber o que Giannetti chama de miopia e hipermetropia temporal. (09/09/207 - 9m31s)

Aquisições

Já pensando na prova de outubro, venho comprando alguns livros. As duas aquisições mais recentes são:

Matemática para Economistas - Simon & Blume
Para quem não tem idéia do tamanho, imagine: são 1,53 Kg

Microeconomia - Princípios Básicos - Varian
Nunca fui muito fã de Robson Crusoé, então sempre voltava para Pindyck. Mas como todos dizem que Varian é indispensável... Resolvi dar mais uma chance!

Escolhas: o valor do amanhã

Eu prometi que traria dicas que ajudariam a pensar e refletir sobre as decisões que tomamos ao longo da vida. Tem um livro escrito por um economista-sociólogo (ou sociólogo-economista?) que aborda bem isso: escolher entre o presente ou o futuro.

Resenhas: Rodrigo Constantino achou o livro bem objetivo e didático. No Sinestesia, foi dito que a obra contém algumas gordurinhas. =)

Sobre o tema, o autor, Eduardo Giannetti da Fonseca, também apresentou dez pequenas reportagens que foram ao ar no Fantástico, programa da Globo, entre agosto e outubro do ano passado. Sobre a série, leia os comentários de Carlos Eduardo Moura.

E de quebra, para começar, abaixo os links para assitir aos dois primeiros vídeos:

Primeiro episódio: O valor do Amanhã
"A série ajudará a resolver a eterna disputa entre presente e futuro na vida de todos. Durante todo o tempo, sonhos e desejos se opõem às possibilidades e limites" (12/08/2007 - 11m1s)

Cigarras e Formigas -
Mostra que a vida é feita de escolhas: temos que decidir entre os apelos do presente ou poupar para poder aproveitar a vida no futuro. O homem é refém do tempo (19/08/2007 - 10m21s)

A vida é feita de escolhas

Aahhh, mais 365 dias! Planos foram traçados por alguns, outros não vêem sentido em criar ou renovar votos para o período que se inicia, afinal, dizem - é apenas uma sucessão de datas. Independentemente se começaram assim ou assado, a realidade é que o tempo corre. Já estamos a quase quinze dias com o pé no ano novo.

Isso me faz pensar em como a vida acontece e lembro duas coisas. A primeira: meus alunos me perguntam como/ por quê cursei Economia. Prestei três vestibulares naquele ano. Ao preencher o formulário de inscrição para terceira universidade, no momento de marcar a opção, não sei o que me deu, quis diversificar um pouco, e então... Pequenas decisões (nem sempre conscientes), que tomamos no dia-a-dia, terão repercussões futuras.

Outra situação: sempre me perguntam qual a fórmula mágica para entrar na docência superior. Ora, não é moleza tornar-se professor universitário antes de ter um mestrado no currículo. O que quero dizer é que identificamos uma meta, e, apesar dos percalços e desvios de rota, tentamos trilhar um caminho para chegar ao alvo. Para chegar até aqui, além de ter o perfil necessário, construí uma trajetória que me permitiu alcançar este objetivo.

Olha que beleza! a vida se desenrola tanto pelas pequenas escolhas que fazemos diariamente, quanto pelos objetivos que perseguimos a médio/longo-prazo.

As coisas vão acontecendo, decisões vão sendo tomadas. E como elas trazem consequências para o presente e para o futuro, no nosso próximo encontro trarei alguns links que nos farão refletir sobre as escolhas.

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PS: no segundo semestre do ano passado o blog esteve em recesso. Obrigado aos que mantiveram o feed!
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