Fórum "A Reforma do Estado Brasileiro"

Em 2006, participei como palestrante no I Fórum sobre a Reforma do Estado Brasileiro, falando sobre o perfil do servidor público para o século XXI. Naquele momento, eu disse que a opinião das pessoas quanto ao serviço público é bastante contraditória: "todos metem a bomba, mas todos querem estar lá".

No ano seguinte, a segunda edição do fórum (em 2008) foi ainda mais interessante e produtiva... ferveu! Na mesa haviam filósofo, sociólogos e economistas.

II forum reforma estado brasileiro: Eliana Silva Santos, Fábio Mansano, Carlos Perez, Charles Santiago, Enoch Filho

O professor Carlos Perez iniciou sua explanação sobre Movimentos Sociais e Cidadania explicando as transformações estruturais que aconteceram a partir dos anos 70. Mostrou que surgiram novas demandas e acabaram-se as improvisações. Mas, na opinião dele, as políticas sociais atuais têm sido apenas paliativas. Por isso ele questiona: qual o projeto de Estado que nós temos?

Dando prosseguimento, o prof. Charles Santiago trouxe uma reflexão sobre as novas configurações da esquerda no Brasil. Explicou o que é "ser esquerda" e fez um convite para que as pessoas ponham a mão na massa.

O prof. Fábio Mansano de Mello, que mediou o debate, corroborou com as falas até então, ampliou a questão da cidadania, e... disse que parafraseou Karl Marx, em a Miséria da Filosofia, onde diz que os economistas são culpados pelo atraso do país, pois são representantes da burguesia, pois só pensam no lucro...

Foi então que, para descontrair, me recordei de uma campanha do Conselho Federal de Economia, que dizia que o economista, antes de pensar em dinheiro, pensa em pessoas!


Campanha pela valorização dos economistas

Mostrei alguns indicadores - de desempenho econômico, de concentração de renda e de qualidade de vida - e falei de problemas de informação assimétrica e teoria da escolha pública. Disse que, dentre os desafios da gestão pública, o grande desafio na tomada de decisão governamental é, de um lado identificar e apostar nas potencialidades, e de outro, ouvir as demandas das minorias. Falo isso porque o Estado, pela necessidade de demonstrar resultados e prestar contas, muitas vezes atua apenas naquilo onde os resultados são mais evidentes e expressivos... - .

Para arrematar, a prof Eliana Santos falou sobre o papel das instituições democráticas e lembrou que vivemos num mundo capitalista sim, e que precisamos conhecer e jogar segundo as regras do jogo. Sem conhecimento, ficamos à margem.

O evento foi organizado pelos profs Eliana Santos e Fábio Mansano, pelos quais tenho bastante consideração e apreço. Aconteceu quinta, dia 29/11/2007, às 19h na FTC/Jequié.
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