Fórum "A Reforma do Estado Brasileiro"

Em 2006, participei como palestrante no I Fórum sobre a Reforma do Estado Brasileiro, falando sobre o perfil do servidor público para o século XXI. Naquele momento, eu disse que a opinião das pessoas quanto ao serviço público é bastante contraditória: "todos metem a bomba, mas todos querem estar lá".

No ano seguinte, a segunda edição do fórum (em 2008) foi ainda mais interessante e produtiva... ferveu! Na mesa haviam filósofo, sociólogos e economistas.

II forum reforma estado brasileiro: Eliana Silva Santos, Fábio Mansano, Carlos Perez, Charles Santiago, Enoch Filho

O professor Carlos Perez iniciou sua explanação sobre Movimentos Sociais e Cidadania explicando as transformações estruturais que aconteceram a partir dos anos 70. Mostrou que surgiram novas demandas e acabaram-se as improvisações. Mas, na opinião dele, as políticas sociais atuais têm sido apenas paliativas. Por isso ele questiona: qual o projeto de Estado que nós temos?

Dando prosseguimento, o prof. Charles Santiago trouxe uma reflexão sobre as novas configurações da esquerda no Brasil. Explicou o que é "ser esquerda" e fez um convite para que as pessoas ponham a mão na massa.

O prof. Fábio Mansano de Mello, que mediou o debate, corroborou com as falas até então, ampliou a questão da cidadania, e... disse que parafraseou Karl Marx, em a Miséria da Filosofia, onde diz que os economistas são culpados pelo atraso do país, pois são representantes da burguesia, pois só pensam no lucro...

Foi então que, para descontrair, me recordei de uma campanha do Conselho Federal de Economia, que dizia que o economista, antes de pensar em dinheiro, pensa em pessoas!


Campanha pela valorização dos economistas

Mostrei alguns indicadores - de desempenho econômico, de concentração de renda e de qualidade de vida - e falei de problemas de informação assimétrica e teoria da escolha pública. Disse que, dentre os desafios da gestão pública, o grande desafio na tomada de decisão governamental é, de um lado identificar e apostar nas potencialidades, e de outro, ouvir as demandas das minorias. Falo isso porque o Estado, pela necessidade de demonstrar resultados e prestar contas, muitas vezes atua apenas naquilo onde os resultados são mais evidentes e expressivos... - .

Para arrematar, a prof Eliana Santos falou sobre o papel das instituições democráticas e lembrou que vivemos num mundo capitalista sim, e que precisamos conhecer e jogar segundo as regras do jogo. Sem conhecimento, ficamos à margem.

O evento foi organizado pelos profs Eliana Santos e Fábio Mansano, pelos quais tenho bastante consideração e apreço. Aconteceu quinta, dia 29/11/2007, às 19h na FTC/Jequié.
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Reforma do Estado :: Gestão Pública :: Processo Democrático :: Participação Popular
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Para o bicho não pegar...


Não consigo manter as coisas exatamente arrumadinhas, cada item no seu lugar. Preferi acostumar com um espaço físico não muito arrumado, para dar ênfase no ato de FAZER. Às vezes, por conta da correria, meu sistema GTD fica um pouco desatualizado e papéis começaram a acumular (ainda mais).

Uma vez eu disse que bagunça é como cabelo: vai voltar a crescer e querer tomar conta. Não tem problema, isso é normal! Então temos que fazer um novo  dia do chega!

Pegar parte dos papéis que estão se amontoando, processear segundo o esquema do fluxo de trabalho, organizar a papelada no Arquivo de Referência Geral e fazer pelo menos uma micro-revisão nas listas para clarear as idéias.

Tô voltando!

Eu meio que sumi repentinamente do universo online, mas eis que já estou aqui de volta mostrando a cara! Nestes dias offline eventualmente dei o ar da graça através do Twitter, e imagino que quem visitou este blog deve ter visto os recados ali, à direita ;)

Os motivos do desaparecimento foram uma série de novos compromissos e um pouco de sobrecarga. Como eu disse, são dias de rapadura! Dizemos por aqui que rapadura é doce, mas não é mole!

Precisei concentrar esforços para que as coisas engrenassem, e agora, vão entrando nos eixos, pegando ritmo, e poderei me fazer presente online novamente.

Vi também que foi dado seguimento nos comentários à conversação sobre a responsabilidade de blogar. Valeu, pessoal!

Ainda não dá para desprezar o Orkut

Vou falar rapidinho: o mal-falado (e às vezes injustiçado) Orkut já me foi útil diversas vezes. Justamente por ser a rede social mais difundida no Brasil atualmente, é lá que se encontra de tudo! Peneirando, dá pra encontrar trigo no meio do joio.

Uma das coisas a favor do orkut é a expertise Google de fazer pesquisas. A caixa de busca (localizada no canto superior direito das páginas) pesquisa em todo o site e entrega (separadamente) os resultados encontrados nos perfis das pessoas, nas descrições de comunidades e nas discussões de todas as comunidades (e ainda há a opção de pesquisar os tópicos de uma comunidade específica).


Recentemente estava eu procurando algum técnico ou empresa que fizesse manutenção em equipamentos médicos. Procurei nos meios tradicionas - lista telefônicas, no sistema de informações da instituição, passar telefonemas, utilizar os sistemas de busca Google-Yahoo-MSN, etc - sem sucesso. Então fiz duas ações, mas que demorei a perceber que eram óbvias: 1) procurei no Orkut e 2) fui pessoalmente numa clínica pedir informação!

Para ampliar o entendimento, vale a pena ler o texto do Michel Lent , onde ele faz um paralelo entre bares e sites de comunidades como o orkut, Facebook, Myspace, etc.

E para descontrair, deixo um vídeo chamado "O nome já diz" produzido pela Rosana Hermann:

Off Toppic: Sobre a responsabilidade de blogar

O Ricardo Cabianca, profissional de Comunicação e Marketing, me chamou para discutir sobre a responsabilidade de blogar: ter cuidado com o que fala, e antes de opinar sobre algum assunto, checar a veracidade do fato, porque quem lê, geralmente acredita.

Na hora me lembrei de uma coisa que aconteceu aqui: o livro "A Arte de Fazer Acontecer" estava em falta, mas havia rumores de que seria lançada nova edição, revisada . Como a suposta nova edição estava demorando a sair, resolvi ligar para a editora.

Voltando ao assunto... até agora participaram da conversa o Conrado (Dinheirama), que fez uma reflexão dizendo que "responsabilidade é um compromisso com seus princípios e com o próximo", e o Pedro Passos Cardoso (Saiba Tudo), que prefere não impor aos blogueiros a mesma responsabilidade dos jornalistas.

Já ouvi dizer que internet é um lugar onde se exercita os argumentos: ao "conversar" com alguém, a pessoa do outro lado da tela pode pensar diferente daquilo que realmente diz, pode estar mentindo o sexo e as preferências [risos].

Mas eu não consigo ver a web como um mundo à parte, uma Second Life. Percebo a internet como adjacente ao que o o indivíduo faz e é. Ou seja, a identidade é uma só. Isso fica mais evidente quando o blogueiro (indivíduo que tem blog) não é profissional de tecnologia (programador, desenvolvedor, webdesigner, analista de sistemas, etc).

Eu, por exemplo, sou economista e tenho três atividades principais: sou professor das áreas de Economia e Administração, sou servidor público numa universidade, onde trabalho com compras e licitações, e dou uma força no comércio da família. Além dessas, edito este blog e mostro muito minha cara por aí.

(Tá certo que muita gente com quem lido no dia-a-dia usa internet muito pouco e ainda imagina que blog é um diário. Mas, graças à Deus, o formato blog é cada vez mais aceito)

Ora! a internet e o blog me abrem perspectivas para conhecer outras pessoas e acessar outras oportunidades, mas as pessoas com as quais já convivo e me conhecem, também, mais cedo ou mais tarde acabam tomando conhecimento da minha parte "virtual". Alguns ficam bastante surpresos quando me "descobrem" neste ambiente.

Meus amigos, meus colegas e meus alunos vêm aqui e esperam reconhecer o Enoch presencial que eles conhecem. Mesmo que meu blog não seja sobre aquelas atividades principais nem sobre os momentos de lazer, tudo o que eu digo aqui pode respingar por lá.

Devemos ter consciência que o que somos, fazemos e dizemos on-line reflete no offline.

Todos podem pareticipar do meme. Antes, leiam o post do Ca'bianca para se situar.
Ainda assim, gostaria de convidar o Guilherme Valadares, o Milton Yogi, o Donizzetti, o Sérgio Lima, o Luiz de Paiva e o Cláudio Shikida.

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Já Cotei: Second Life - Internet - Blogs - Responsabilidade
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O hábito da coleta - tirar tudo da mente

Vale um Esclarecimento:
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Este espaço foi aberto para que os membros do grupo de discussão participassem do concurso promovido pelo Efetividade.Net.

Na terça eu estava com um texto preliminar em mãos, mas a autora ainda iria fazer algumas alterações. A quarta-feira foi bastante corrida e no pouco contato que tivemos nesse dia, já tarde da noite, tivemos um ruído na comunicação: ela tentou dizer para não publicar mas eu percebi a mensagem como um sinal verde.

Eu acho que o artigo estava ótimo. Ela preferiu retirar, então assim o fiz. Peço desculpas:
  • À autora, pelo mal-entendido;
  • ao Agusto Campos, caso eu tenha ocupado o tempo dele com a avaliação de dois artigos, quando apenas um deles vai participar,
  • e ao pessoal que chegou neste post através de algum link ou até mesmo apartir do leitor de feeds.
Como o propósito inicial deste post era fazer uma reflexão sobre a fase da coleta da metodologia Getting Things Done, trago à tona novamente o que já foi mostrado por aqui:

Sobre o hábito da coleta
Sobre tirar tudo da mente

O segredo das bolachas

Tem um blog primo, que acaba de completar seu primeiro aninho. Para comemorar este aniversário, e de quebra participar de um belo sorteio-concurso-promoção, quero compartilhar com os leitores do Efetividade.Net uma dica que aprendi há dez anos atrás, quando eu ainda era um pré-vestibulando que oscilava entre economia e administração.

Entre o finalzinho de 1996 e início do ano seguinte morei quarenta dias em Belo Horizonte, a capital do pão de queijo e de Minas Gerais. Foi lá que conheci uma estudante de nutrição que me ensinou a ampliar o campo de visão e enxergar além do aparente (Será que foi aí que comecei a ver além das curvas?!?). Ela me vez entender o porquê de os biscoitos recheados terem uma indicação "abra aqui" acompanhada de uma fitinha.

Lifehack: pacotinho de bolacha recheada

As A grande maioria das pessoas pensam que a tal fitinha tem apenas a função de abrir o pacote. Mas pouca gente sabe que aquilo foi também foi projetado para FECHAR o pacote de bolachas! Realmente não sei porque não divulgam. Espero não estar fazendo o papel de Mister M (aka traidor) entregando o segredo. Pensando bem, seria bom que todos soubessem! Então explico:

Lifehack: pacotinho de bolacha recheada

Ao abrir a bolacha, percebam que um pedaço do pacote assume a forma de uma tampinha. Perceberam? Mas não adianta tentar fechar a boca do saco como se fosse uma tampa de panela: o segredo é virá-la ao contrário, encaixar lá no fundo do saco de biscoitos...

Lifehack: pacotinho de bolacha recheada

... junto à próxima bolacha da fila. Depois é só fechar o embrulho, imitando um ovo de páscoa... e para finalizar.... dar um laço com a fitinha vermelha! Esta dica, bem no estilo Lifehack, é para você, que ao contrário de mim, não consegue comer o pacote todo de uma vez ;)

Lifehack: pacotinho de bolacha recheada

Também foi lá em BH que Maria Clara me deu uma bela lição de moral: ensinou-me a não jogar papel no chão (na verdade, foi um palito de picolé) e a pôr o lixo no lixo. Mas isso é história pra contar na promoção do ano que vem...

Reflexões: Produtividade, Organização Pessoal e pdas

Não é segredo que sou desorganizado por natureza e que sempre busquei maneiras de lidar com isso. Graças à Deus tenho evitado que o caos se instale e feito com que as coisas andem. Hoje muita gente considera que sou organizado e produtivo (mais produtivo do que organizado, apesar do GTD =) . No exinto fórum do PalmBrasil, em 28 de maio de 2003 eu iniciei o seguinte tópico onde demonstrava minha preocupação com questões de organização pessoal e como um palm ou pocket poderia ser útil:

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Na seção "últimas notícias" de hoje, a nota "Zire bate marca de 1 milhão de aparelhos vendidos", diz que o modelo atual mais simples e barato é o campeão de vendas. Diz ainda que o Zire foi direcionado a estudantes, famílias e pessoas comuns, que dotaram o aparelho para organizar suas vidas." A reflexão a ser feita é justamente sobre isso:

Vocês conseguiram ser mais eficientes em suas atividades depois do palmtop?

Eu sugiro que nesse tópico se compartilhe e reflita sobre a nossa experiência: diga qual sua atividade, qual o seu palm, como e pra quê vc o utiliza. Para qual finalidade você o usa principalmente?

Como efetivamente o palm te ajuda no dia a dia?

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O tópico ficou ativo até agosto de 2005, pouco antes de o fórum ser desativado. Muita gente dando depoimentos de como utilizavam o pda no dia-a-dia. São vários insights sobre como usar o palm nos estudos, no trabalho, no lazer, em várias situações e profissões. A leitura vale a pena, por isso disponibilizo aqui, pelo Scribd:



Agradeço ao Hotmar, do Blog do Fórum PDA Brasil, por me ajudar a resgatar o arquivo.

E aproveito para refazer a pergunta: Vocês realmente conseguiram ser mais efetivos em suas atividades depois do palmtop? Como o pda (assistente pessoal digital) os ajuda no dia a dia?

Respondam nos comentários ou façam um post-resposta.

O profissional, a empresa e a comunidade

Reflexões sobre o que está por vir

Enoch Filho*

Vivemos um momento peculiar de transição neste século. Em tempos de globalização[bb], o espaço local e regional ganham cada vez mais importância - o ambiente é, ao mesmo tempo, de extrema competição por parte das organizações e das pessoas, e de intensa busca por sustentabilidade[bb], desenvolvimento humano e social e bem-estar. Essa situação exige uma nova postura das empresas e demais instituições; então, se as organizações são formadas por pessoas, são elas – as pessoas – que devem ter uma maneira diferenciada de agir frente a estes desafios contemporâneos, não só enquanto cidadãos, mas enquanto profissionais, nas organizações em que atuam.

Com efeito, um dos grandes questionamentos que se faz hoje diz respeito ao desenvolvimento, e, em especial no âmbito local, que deve ser integrado e sustentável. Paradoxalmente, a globalização reforça essa idéia, na medida em que se vê a necessidade de localidades, setores, comunidades, etc, formarem uma espécie de identidade visando uma melhor inserção competitiva. Vendo o Desenvolvimento Local[bb] por outra ótica, trata-se de uma abordagem para compensar os efeitos excludentes do sistema econômico em curso, orientando uma forma de crescimento que aproveite com mais eficiência os recursos endógenos existentes numa zona determinada, para criar empregos e melhorar a qualidade de vida da população que ali reside. Complementar a isso, é importante desenvolver uma estratégia que repense o padrão de desenvolvimento atual sob o ponto de vista da sustentabilidade, tomando o local como elemento de transformação cultural, social, e econômica.

Tomando como mote o questionamento do padrão atual de desenvolvimento, tem-se buscado uma relação mais harmônica entre o capital, o ser humano e o meio-ambiente. Consequentemente, a sociedade aprova ou condena e pune práticas que tenham influência em seu bem-estar atual e futuro, e, se isso acontece, deve-se concordar que, para uma organização ser julgada favoravelmente, os profissionais que nela atuam necessariamente devem estar aptos a atender essas expectativas. Precisam estar preparados para executar seu trabalho em benefício de quem os contrata (ou conduzir seu próprio empreendimento), mas sempre ponderando o resultado de suas ações para a comunidade em que estão inseridos.

Qual é o perfil deste profissional[bb] voltado para o Desenvolvimento Local? Uma pessoa generalista e versátil, com formação multidisciplinar, e que percebe o movimento integrado entre o ambiente, as decisões tomadas e a visão de futuro – isto é, tem visão sistêmica. Para desempenhar suas funções, é capaz de acessar várias ferramentas e conceitos (planejamento estratégico, gestão ambiental, gestão do conhecimento, aprendizagem organizacional, etc), trabalhar em equipe, inclusive equipes virtuais.

Existem profissionais no mercado que se posicionam de tal maneira, que seus valores, objetivos, filosofia de vida, habilidades e competências se manifestam em sua carreira. E quem dirige a carreira do profissional, no século XXI, é a pessoa, e não mais a empresa/ instituição. Portanto, quem professa este paradigma de crescimento com responsabilidade, reluta em se vincular a organizações cujas práticas não estejam fundamentadas em conceitos éticos, pois sua reputação está diretamente relacionada à imagem da empresa que representa ou faz parte.

Haverá quem diga que tudo que foi dito aqui não passa de uma verborréia desvairada, que pode muito bem ser assim em países ditos de primeiro mundo; mas nunca, pelos próximos trocentos anos, se aplicaria a um município como Jequié. Mas insisto que não é uma realidade distante. Jequié tem sua importância regional, o processo de globalização faz com que tudo que acontece lá fora tenha repercussão aqui; a turma nova, que está se capacitando para entrar no mercado de trabalho, ou que está se reciclando, já tem em mente que o limite para sua atuação não têm fronteiras físicas, portanto, se preparam para desempenhar suas funções em qualquer lugar. Aos poucos, à medida que avança a educação, a mentalidade das pessoas vai sendo renovada, as organizações, tanto de interesse público, quanto de interesse privado, terão que se adequar aos reclames da sociedade.

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*Texto escrito em em março de 2004 para a Revista Contexto, de circulação municipal, coluna "Análise Regional".

Indústria de roupas vs Indústria de calçados (segunda parte)

- Existe uma terceira via? -

Enoch Eduardo Sousa Filho*

Na edição anterior, falamos sobre o declínio do setor de confecções[bb] em Jequié; tecemos alguns comentários sobre os porquês da implantação de uma fábrica de calçados[bb], e, comparamos, à luz da teoria econômica, algumas vantagens e desvantagens de cada setor para o município. Agora, para finalizarmos, o que não significa esgotar o assunto, abordaremos mais alguns pontos e tentaremos convergir para uma solução onde todos saiam ganhando.

Deve haver motivos para que a industria calçadista esteja se deslocando do Sul para a região Nordeste do país... Mas o fato é que a fábrica de sapatos está instalada aqui, e como todo empreendimento, precisa produzir resultados[bb], e o que foi feito está feito. Mas ainda há que se medir o saldo entre o custo para trazê-la e os resultados obtidos para o município e comparar com o impacto que poderia ser causado se fossem adotadas outras alternativas.

A indústria de roupas jequieense (indústria aqui entendida como várias fábricas do mesmo setor) não está mais competitiva em preço, pois, além da concorrência advinda do processo de globalização, outras localidades têm crescido em importância neste segmento, a exemplo de Feira de Santana e Lauro de Freitas, o que tem dividido ainda mais um mercado que antes era atendido pelas fábricas de Jequié.

No entanto, há um esforço por parte das de confecções da região de Jequié para enfrentar a situação, se mobilizando em forma de associação, unindo forças em busca de soluções. Para restabelecer a competitividade, é importante dispor de informação estratégica sobre os mercados onde se pretende atuar, facilitar o acesso a serviços de apoio à produção (insumos, tecnologias, processos produtivos, modelagem das peças, dentre outros) e profissionalizar a gestão das empresas.

A sugestão é para que as fábricas atuem em duas frentes: a primeira - iniciar uma cooperação mais efetiva entre si, fazendo marketing institucional, desenvolvendo ações para a ampliação do mercado final e fazendo parcerias visando a aquisição de fatores de produção.

O segundo ponto, é cobrar do poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, um posicionamento a favor da indústria do vestuário, dada a sua importância como geradora de emprego e renda. Não se trata aqui de invocar o Estado centralizador e paternalista, modelo de gestão que está se esgotando, mas requerer do poder público, que ao desempenhar seu papel de fomentador do desenvolvimento, que o faça levando em consideração as potencialidades e vocações locais.

É interessante pensar alternativas[bb], é importante traçar um plano estratégico. Quem sabe Jequié não volta a se destacar neste segmento? Por que não ensaiar parcerias envolvendo roupas, sapatos e acessórios? A fábrica de calçados teria condições, por exemplo, de auxiliar na abertura de novos mercados para a indústria de confecções. Do artesanato local podem sair acessórios para a vestimenta. Tudo uma questão de boa vontade e criatividade.

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* Texto escrito em janeiro de 2004 para a revista Contexto - de circulação municipal, coluna Análise Regional.

Veja também:
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (parte 1) - Vejamos se há lógica em jogar para escanteio a indústria de confecções, e porque os sapatos se tornaram a menina dos olhos.

Indústria de roupas vs Indústria de calçados (em Jequié, Ba)

Vejamos se há lógica em jogar para escanteio a indústria de confecções, e porque os sapatos se tornaram a menina dos olhos

Por Enoch Filho*

Jequié foi durante um bom tempo conhecida e reconhecida, em outras regiões do Estado e até do Brasil, como cidade que fabrica e vende roupas com preço bom e de boa qualidade. Mas, entre o final da década de 80 e durante os anos 90, sucessivas crises econômicas[bb] (decorrentes da conjuntura macroeconômica) fizeram com que se fechassem algumas indústrias, estabelecimentos comerciais e agências bancárias; e o setor de confecções, é claro, foi fortemente atingido. Em vez de buscar soluções para a indústria de roupas, passou-se a apostar no setor calçadista como novo vetor de crescimento para o município – este é um questionamento que povoa a mente de boa parte dos cidadãos jequieenses.

Antes de concluir apressadamente sobre o que é melhor para o município, convém analisar as entrelinhas saindo do âmbito das empresas vistas individualmente para olhar o espaço onde elas estão inseridas. A indústria de roupas, por ser fruto da iniciativa local e estar baseada em um número razoável de pequenas empresas, tem melhor condição de multiplicar e reter o excedente gerado aqui. O economista David Ricardo já apregoava, há dois séculos atrás, que cada região deve trabalhar em prol da maximização daquilo que sabe fazer melhor, e assim caminhar rumo ao crescimento econômico, desenvolvendo suas vantagens comparativas e competitivas. Além disso, múltiplos empregadores empregam vários trabalhadores. Se uma dessas empresas sair do mercado, serão poucos os desempregados a serem recolocados.

Já a indústria de calçados encontra expressão em uma fábrica de médio/grande porte, oriunda do sul do país. É preciso compreender que a política de interiorização da industrialização baiana foi feita até pouco tempo a partir de um planejamento de cima para baixo, sem considerar as vocações locais. O setor calçadista faz parte de uma estratégia do Governo da Bahia para alavancar a economia no interior do Estado. O que Jequié fez foi aproveitar este incentivo para atrair mais um investimento, pois havia a expectativa por consequências positivas, como o surgimento de economias externas (externalidades). Entende-se por externalidades, os benefícios obtidos por empresas que se formam (ou já existentes), em decorrência da implantação de uma indústria, proporcionando vantagens antes inexistentes. Assim, a implantação de uma fábrica de calçados faria surgir uma de solados, outra de cadarços, abrir-se-iam mais lanchonetes, etc.

A fábrica de calçados obteve alguns benefícios para vir se instalar aqui: localização estratégica, mão de obra abundante, barata e sem custos para capacitação, e benefícios fiscais. A teoria econômica regional diz que assim que esses benefícios não forem mais interessantes, como a empresa veio, ela pode levantar vôo do dia para a noite. Principalmente, porque há pouco comprometimento com Jequié: as decisões técnicas, gerenciais e financeiras são providas pela matriz, as atividades desenvolvidas não passam de simples rotinas de montagem - o que não é tão interessante na era onde o conhecimento é o principal capital gerador de riquezas[bb].

Então, porque não apoiar as iniciativas locais em vez de dar maior prioridade e incentivo ao investimento que vem de fora? A resposta é simples: porque dá mais visibilidade, o impacto na mentalidade popular é maior, fez-se uma grande obra!!! Existem alternativas? Trataremos disso no nosso próximo encontro. Até lá.

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* Texto escrito em em Dezembro de 2003 para a Revista Contexto, de circulação municipal, coluna "Análise Regional".

Veja também:
Indústria de roupas vs Indústria de calçados (parte 2) - Existe uma terceira via?

Ambiente de Trabalho

Depoimento de um engenheiro de manutenção em uma indústria de pelotização de minério de ferro:
"Uma coisa interessante que tenho notado é a preponderância do uso de GTD por pessoas ligadas à area de informática e internet. A maioria dos blogs que vejo dá dicas bastante interessantes para trabalho em ambiente "on-line". Como usar RSS Feeds para se manter atualizado, usar todo tipo de esteróide no Firefox, desenterrar funções sobrenaturais do Gmail e usar o Remember The Milk como agenda.

Gosto muito das dicas e tento aplicar algumas, porque realmente são úteis. Entretanto, na maioria das vezes tenho que "filtrar" todo o conteúdo "web-based" das dicas de produtividade e GTD porque no meu ambiente de trabalho não é possível aplica-las (...)"
Continue lendo e veja lá no grupo GTDbr como o Fabrício Hupp aplica o GTD no seu dia-a-dia de trabalho.

E não esqueça de contribuir para a discussão ;)

Blogs Primos (Meme: até onde concorremos?)

Dada a dinâmica da internet, é difícil alguém falar sozinho por muito tempo. Os mesmos assuntos são tratados em vários espaços por pessoas diferentes. Pensando nisso, Carlos Carvalho faz uma reflexão - será que os blogs concorrem entre si? - e nos instiga a mostrar a cara de nossos "primos".

Engraçado... Recentemente uma amiga tentava resolver um problema, e lembrei que um texto sobre o assunto em questão acabara de ser publicado num certo blog. Não pensei duas vezes, falei:

- Elzinha, vou te dar uma dica, presta atenção: é de um blog "concorrente", mas tem um artigo que pode te ajudar com algumas idéias. Anota aí o endereço http://...

A maneira de encarar e lidar com "a concorrência" depende da missão do blog e dos objetivos de quem bloga. O Além Das Curvas' Blog, por exemplo, cumpre dois papéis:
  1. Mostrar TENTATIVAS REAIS de gerir o dia-a-dia com um jeitinho todo especial. [Veja se você se identifica ] e [conheça um pouco da história ]
  2. Chamar a atenção para conversas que acontecem no grupo de discussão GTDbr, levando mais gente boa para lá.

Bom, se compartilham o tempo escasso dos mesmos leitores, então as relações entre blogsites podem ser de competição ou colaboração. Na tentativa de conseguir a atenção desses leitores, visitantes, amigos, etc, cada blogue adota (conscientemente ou não) uma estratégia. Quanto aos que possuem conteúdo similar a este, percebo que, apesar de falarem do mesmo tema, cada um tem um foco peculiar, uma espécie de "objeto de estudo" diferente. Destaco estes:

Blog GTD Brasil
Aqui a mensagem principal é: mantenha seu sistema de organização pessoal, manipule e gerencie suas informações com ferramentas online. Tem insights legais e também idéias mirabolantes.
Assine o feed porque as atualizações são eventuais. Aproveite e veja as contribuições do Azevedo lá no grupo de discussão.


Efetividade.Net
Foco: dicas gerais sobre produtividade e utilidades (para o lar, escritório, etc). Dá sugestões de presentes, ensina a tentar o primeiro emprego, truques para manter a mesa limpa, etc.
Tem um visual bonito e matérias bem escritas. Há de se considerar que este blog já nasceu com audiência formada, advinda do BR-linux. Às vezes passa a impressão de que é uma tradução do 43Folders e do Lifehack.

Desenrolando

Não chamaria de blog, porque não se sabe quem está por trás da escrita. Apesar disso, tem coisas legais: explicou como acabar com o chulé e ainda traduziu a famosa metodologia do prof. Solomon... aquela que diz que em doze passos é possível encontrar qualquer objeto perdido!
Foco: "A idéia é que cada um possa contribuir com seus dois centavos à fim de fazer a vida de outros mais fáceis e simples, através de dicas práticas que facilitem o dia-a-dia de todos nós."

Isso Mesmo!
Este site também se enquadra na categoria de blogs onde o(s) dono(s) (quase) não mostra(m) a(s) cara(s). Escreve sobre "... tudo mais que possa ajudar sua vida on ou offline". Tem pouco mais de 3 meses de vida, mas já acumula uma quantidade respeitável de artigos.
Ele repassa orientações sobre como ser mais produtivo ao trabalhar em casa, experimenta como é trabalhar fora de casa, acha que é fácil emagrecer e continuar magro, e por fim, manda-nos esfregar o pão na parede ; )

Dica: Zen Habits

Leo é um cara que conseguiu parar de fumar, organizou a vida financeira, começou a acordar cedo, passou a se alimentar melhor e vem fazendo outras mudanças significativas em sua vida a pouco mais de um ano. Leo diz que não é nenhum super-homem, e que neste processo já caiu, levantou e sacudiu a poeira inúmeras vezes.

Ele escreve um blog - Zen Habits (em inglês) - que trata justamente disso: como alcançar seus objevos. Sem doses exageradas de determinação ou dedicação. Apenas com medidas simples que ele aprende a cada dia, sabendo que ainda há muito a melhorar.

O Daniel, do blog Cravo e Canela, fez um comentário chamando a atenção para um artigo que acabou de sair do forno do Zen Habits: The Getting Things Done FAQ. Dentre as várias perguntas e respostas, temos:

- Há uma maneira mais fácil de começar a praticar a metodologia GTD?

Sim. Você não necessita executar a metodologia toda em uma vez. Você deve começar com o que faz sentido para você. Mas faça
pelo menos o seguinte:
  1. Começe pela coleta. Tudo que você precisa é de um caderno e uma caneta. Registre todas as pendências, pois assim você não se esquecerá das coisas a fazer e ao mesmo tempo começará a tirá-las de sua cabeça. Se você se sentir bem e quiser continuar, use o caderno para rascunhar algumas listas e organize suas próximas ações pelos contextos em que você as faz (no trabalho, em casa, na rua, no computador, etc.).
  2. Limpe seu espaço de trabalho. A etapa seguinte, se você estivesse pronto, seria processar todos os seus papéis. Recolhê-los em uma pilha, e trabalhar de cima para baixo, processando e decidindo o que fazer com cada um . Isso traz uma sensação de bem-estar surpreendente. Daqui para frente, comece a usar uma caixa de entrada para centralizar a chegada de todos os papéis (bilhetes, post-its, correspondência, recibos etc). Se você estiver se sentindo seguro, faça o mesmo com seu email.
  3. Crie um sistema de arquivamento para material de referência. Basta algum tipo de fichário ou armário (ou uma gaveta dedicada a seu arquivamento), algumas pastas e algumas etiquetas. Use um sistema alfabético simples.

No meu ponto de vista, a melhor maneira de começar é lendo o livro e aplicando radicalmente as dicas para adquirir os novos hábitos. Mas o FAQ é interessante e vale a leitura. Se você tiver dificuldades com a língua do Tio Sam, leia os artigos com a ajuda do babel fish (peixe-babel), aquele peixinho que, ao ser colocado dentro do ouvido, faz a pessoa entender e se comunicar em qualquer idioma:
Lembro também que lá no grupo de discussão tem um banco de dados (disponível para membros) com a tradução e significado dos termos mais utilizados no sistema GTD.

Off Toppic: Pseudo Atualizações

A cerca de dois meses atrás o Joe Edman me alertou sobre uma bagunça nos feeds. Diariamente vários posts que sequer foram editados aparecem como atualizados. Na época, tentei consertar.

Mas, segundo Joe, o problema persiste.

- Joe, meu velho, esse problema acontece não acontece só comigo, mas com sites de peso, a exemplo do meiobit e no Brpoint , como falei antes. O culpado parece ser justamente o bloglines (ou ele e o feedburner andam se estranhando). Com os demais agregadores de feeds, aparentemente está tudo certo.

Pra tentar resolver o problema com o bloglines, desta vez fiz um mashup com o Yahoo Pipes. Então, se este blog apresentar atualizações inexistentes no seu feed reader, então experimente:

*Assinar este blog com o Feed by Yahoo Pipes* [clique com o botão direito do mouse em copiar link e em seguida cole no seu leitor de notícias]

Gostaria do feedback de vocês. Mais alguém tem notado problema com a distribuição dos feeds?

  • TWITTER PELO CELULAR
Aproveitando a carona do post, não estou conseguindo enviar o SMS para ativar o Twitter pelo celular. Tentei com o + na frente, depois com o 00. Reiniciei o processo. E nada! Uso um Claro pré-pago.

Quem tiver alguma sugestão ou solução, faça por aqui nos comentários ou em pvt.

GTD X Estudos

Conversação lá no GTDbr, mais ou menos assim:
- Eu estou tentando adaptar o Sistema (Getting Things Done) aos meus estudos. Faço um curso de atualização, uma pós graduação, estudo pra concurso em casa e faço inglês. Acho que algo não está certo pois a parte da coleta, processamento, lista de projetos, tudo eu fiz, mas me sinto um pouco perdida... Alguem adotou o sistema para estudar? Perguntou Alice.
Nelson respondeu com várias dicas:

- (...) Eu adotei para tudo: trabalho, casa, e para conseguir tempo para tirar meu mestrado. Eis o que faço para as tarefas relacionadas a meus estudos:
(...)
(Termine de ler esta e outras respostas no Grupo de Discussão GTD Brasil.)

Como usar o scribd?

comentei rapidamente que o Scribd abre possibilidades interessantes. Criei uma conta lá e aos poucos vou contribuir com alguns arquivos. A utilização do site é bastante intuitiva e não oferece dificuldades para usuários de internet um pouquinho acima da média.

Mas caso você não saiba como navegar num documento do Scribd, é assim ó:
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Veja a legenda:

A - Mãozinha para navegar como nos documentos em pdf. Clique com o botão esquerdo do mouse e arraste o documento.
B - Clique aqui, depois selecione um pedaço do texto
C - Pesquise no documento: escreva uma palavra e dê Enter.
D - Mexendo aqui você dá um zoom, aumenta ou diminui a visualização
E - Manda imprimir o arquivo
F - Quando o documento está dentro de uma página na internet, este botão abre o documento em uma nova página
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G - Visualização da página inteira dentro do espaço reservado
H - Largura da tela (dentro do espaço reservado ao Scribd)
I - Passa as páginas para frente e para trás
J - Move a página para cima e para baixo.

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Agora é só testar com o documento abaixo:



Pode-se baixar o arquivo no formato pdf, word, txt, e mp3! Sim, o Scribd lê o texto! Funciona melhor no inglês. Mas ouça abaixo como ficou a narração do arquivo acima:



Maiores informações sobre as características e recursos do Scrib, leia uma apresentação geral no Techbits, e para fazer uma viagem no tempo, o BrPoint relembra um pouco de história.

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Já Cotei, livros: Gestão da Informação :: Gestão do Conhecimento
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Fluxo de trabalho - como o GTD acontece

Já falamos aqui que o metodologia de organização pessoal Getting Things Done - A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen, é composta por cinco etapas e linkamos para dois exemplos que foram analisados lá na lista de discussão. Agora vou explicar resumidamente como o GTD acontece:

Durante a fase da coleta, recolhemos os papéis soltos, reunimos tudo que está fora do lugar, catalogamos o que de alguma forma está inacabado. Em seguida, durante o processamento, analizamos um ítem de cada vez. Pegamos a primeira anotação, correspondência, papelzinho ou seja lá o que for que estiver por cima da pilha e nos perguntamos: "o que é isso? Eu tenho que tomar alguma atidude em relação a isso?"

Temos duas respostas: sim ou não. Se não for necessário fazer nada com o ítem, seu destino será o lixo, ou podemos querer guardar pois talvez seja útil, ou então deixamos numa lista de espera para colocar em prática algum dia.

Mas se a resposta for "sim, quero fazer algo em relação a isso", então é preciso identificar onde se quer chegar, visualizar qual o resultado final quando aquilo tiver sido feito. Agora é só estabelecer qual o próximo passo para atingir este resultado de sucesso.

Uma vez que o objetivo esteja claro e a "próxima ação" identificada, se "a coisa" levar menos de dois minutos para ser feita, fazemos logo! Mais do que isso, podemos delegar a tarefa a alguém ou então adiar, para fazer o mais rápido, assim que for possível.

Ao adiar, pode-se anotar um lembrete no calendário caso o compromisso tenha data ou hora marcada para acontecer, ou coloca-se numa lista de próximas ações.

Essas informações são consultadas diariamente e precisam ser revisadas periodicamente para manter o sistema coeso, confiável e funcionando.

Na hora de decidir qual "tarefa" fazer agora, a escolha é determinada pela intuição, apoiada pelas fases anteriores e influencida pela circunstância do momento. Utiliza-se três modelos para tomar esta decisão. Falarei deles noutra oportunidade.

Tudo o que eu disse acima está representado e ilustrado num diagrama que carrego no pocket e que também mantenho uma cópia colada na mesa do escritório, por baixo do vidro:

O GTD Workflow Advanced [Diagrama do Fluxo de Trabalho - GTD] em questão foi criado por Scott Moehring:



Se preferir, o diagrama acima pode ser visto diretamente no Scribd, ou pode ser baixado lá na DavidCo.

Parece burocrático demais? Leia o livro e deixe o GTD surpreender você =)

Só o palmtop não basta

Depoimento de apresentação lá no grupo de discussão GTD Brasil:
"Sou usuário de palm há mais de 6 anos. Eu nunca tinha ouvido falar desse tal de GTD mas após ler um pouquinho sobre o assunto vejo que a finalidade do GTD coincide com um dos objetivos do palm: Nos livrar de ficar lembrando algo e deixar o palm fazer isso por nós. Eu uso o palm muito com esta finalidade: criar notas, memos, ou agendamentos que me libertem daquela memória até a necessidade de usá-lo.

Por exemplo: Tenho que passar um e-mail ou comprar algo em determinado horário. Agendo e esqueço só lembrando quando o palm desperta. Só nisso o palm já vale a pena. Bom, o que eu queria é dicas de GTD para aprimorar os usos no palm.

Eu propriamente tenho uma dificuldade: quando vou fazer alguma coisa complexa, com várias etapas, as vezes acabo esquecendo de fazer uma delas (organizar eventos (ou cursos) é uma delas - sempre tem milhares de detalhes a serem lembrados e acabo esquecendo algum) e uma lista de coisas a fazer não me parece viável. (...)"

Guedes - Brasília
Continue lendo, e as mensagens que se seguem, lá no grupo, GTDbr, msg #3069

Zerinho, Zerinho

Uma amiga pediu na véspera para eu comparecer numa aula, onde alguns alunos apresentariam um painel e em seguida eu seria entrevistado.

Aceitei o convite, porque se trata de uma amiga muito especial. Pois bem: passei a quinta-feira inteira em uma licitação que demorou mais do que o esperado: foi das 9 da manhã às 8h30 da noite. Jantei uma barrinha de chocolate, e às 21h eu já estava lá, pronto para o tal evento.

Na hora dos alunos apresentarem o Painel... um constrangimento, um desrespeito com eles mesmos! Não aprenderam a trabalhar em equipe, nem se prepararam para a apresentação, apesar de todo o suporte que tiveram. E eu - o convidado - ali, no meio do fogo.

Em vez de ficar chateado com a tentativa de "enrolation", resolvi achar graça. E achei mais graça ainda quando cheguei em casa e me deparei com essas dicas valiosas que que o pessoal do De Gustibus escreveu, e que repasso: Como não fazer apresentações de trabalho (exceto se você quer ganhar zerinho, zerinho). he he he.

Ah! o De Gustibus Non Est Dispuntandum é um blog muito legal feito por professores de economia. Na maioria das vezes, a linguagem é técnica, afinal, gosto não se discute.

E para reforçar ainda mais essa coisa de apresentações-fiasco, vejam um videozinho lá no Fábio Seixas.

Pessoal, além das dicas acima, experimentem estudar com Mapas Mentais, e consultem as Dicas Tilibra. As Dicas Tilibra ensinam a trabalhar em grupo, a como falar melhor, a ter a atitude de aprender sempre, e outras coisas mais.

Fotos do Curso de Formação de Pregoeiros (ou "Disponibilizando arquivos online")

Estou de volta da viagem a Salvador. Aproveito este espaço porque prometi aos colegas do curso de Formação de Pregoeiros* que eu colocaria as fotos aqui no blog.

=> Caros colegas, para ver as outras fotos, basta clicar na imagem abaixo ; )
As fotos estão no PicasaWEB e vocês podem inserir comentários nelas. Quando estiverem visualizando cada foto individualmente, também é possível ampliar a imagem: para dar o zoom, é só clicar na lupa à direita, e depois, clicar na imagem e arrastar para movê-la. E se quiserem, podem baixá-las para o computador.


Aliás, na maioria das vezes, é melhor colocar fotos e documentos online e disponibilizar o link para acesso, do que estrupar a caixa de entrada dos outros...

Para fotos, experimentem o PicasaWeb, o Flickr, ou vários outros serviços disponíveis por aí.

Se forem compartilhar uma apresentação em powerpoint, usem o Slideshare [Veja um exemplo clicando aqui].

Se for um vídeo, não anexem no e-mail. Salvem-o no Youtube (ou similares) e enviem apenas o link.

Se for uma apostila em pdf, .doc, etc, experimentem o Scribd**. O Scribd é uma espécie de Youtube para documentos. [Clique aqui e veja um exemplo]

E ainda tem o Google Docs, documentos e planilhas!

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* O curso foi promovido pela SAEB, realizado na Universidade Corporativa do Serviço Público - UCS, e a instrutora foi Magnólia Cardin.

** dica dada no GTDbr por do Gabriel Coppini - estudante de engenharia de produção, em São Bernardo do Campo - SP

Cidade Grande

mapa de Salvador
Durante esta semana estou em Salvador, por causa de um curso. Venho pouquíssimas vezes pra cá.

Mais uma vez pude comprovar que a diferença entre capital e interior é o tempo que se gasta com deslocamento.

Hoje, enquanto eu estava indo e vindo, tive um insight...

Ao longo do percurso há várias placas indicativas: Pituba à direita, Campo Grande à Esquerda, Barra; siga em frente. Mas, além deste tipo de sinalização, outra coisa que facilitaria muito a vida de quem está só de passagem, seriam placas indicativas de "onde" você está!

"Sorria, você está na Paralela" =)

[Post escrito on-the-go, no Pocket, aproveitando uma rede Wifi aberta que encontrei no Shopping Barra. Ghhrrrrrr]

[update: inseri um mapinha e coloquei um link... ; ) ]

GTD e Finanças Pessoais: Getting Finances Done


Agora que acabou-se o prazo para declarar o imposto de renda, que tal falarmos de organizar as finanças para mais um ano?

Boa parte dos princípios aplicados à produtividade também podem ser aplicados à vida financeira pessoal - essa é a conclusão que chegamos no Grupo GTD Brasil, com uma conversação gerada pelo Bruno Valente, que até o momento conta com mais de 25 mensagens.

Basicamente, como o Nelson falou, deve-se tratar cada objetivo financeiro como um Projeto (in GTD terms) e usar de forma efetiva o sistema de lembretes no Calendário, no Tickler File e nas Listas por Contexto.

Além disso, é sempre bom ficar atento - e diferenciar "Fluxo" de "Resultados". A grosso modo, o Resultado diz respeito a lucro ou prejuizo - quanto eu ganho menos quanto eu gasto em determinado período de tempo. Já o Fluxo (fluxo de caixa) tem a ver com "em que momento" efetivamente esse dinheiro vai entrar e quando vai sair.

Para fazer os controles, pode-se usar algum caderninho, uma planilha, ou algum programa mais específico. Em relação ao uso de planilhas, vale notar que nem todo mundo se adapta à elas, por diversas razões.

Mas antes de adotar algum software para controle financeiro, é preciso criar o hábito de anotar os gastos. Primeiro, para ter a idéia da composição das despesas (dividi-las por categorias). Depois, para fazer um planejamento (orçamento); e, por último, comparar os gastos realizados com o que foi planejado.

A partir daí seguiram-se vários dicas e depoimentos, como a Natália, que citou o uso de cartões de crédito. Confira as mensagens na página do grupo, ou se estiver cadastrado, baixe uma compilação na área de arquivos.


Getting Finances Done - Aplicando os princípios do GTD nas finanças pessoais

Inclusive, Douglas Caetano nos apresentou ao Getting Finances Done - o blog de Samuel e sua esposa - um casal que encontrou uma maneira de gerir as finanças de tal forma que este assunto trouxe mais união entre eles. Hoje ele são capazes de dizer ao dinheiro aonde ele deve ir, em vez de se perguntar pra onde o dinheiro foi antes de acabar o mês : )

(Se você tiver dificuldade para ler em inglês, deixe o tio Google tentar traduzir pra você ;)

O casal se inspira no GTD e nos ensinamentos do consultor financeiro Dave Ramsey.
Assim como no GTD, na finanças, o sistema também tem de ser 100% confiável para que não haja resíduos de preocupação, dúvida ou ansiedade por se estar esquecendo alguma coisa. A intenção é se livrar da tensão e stress relativos aos assuntos financeiros.

A cada vez que gastar, deverá saber que dispõe do valor e que não precisará dele para nenhuma outra coisa... É necessário saber que está poupando conforme suas prioridades e seus valores em relação a outros possíveis objetivos.

Segundo eles, é comum começar acompanhando as despesas num software. Mas, sem ter um plano pré-definido as coisas podem se tornar complexas e fora do controle. Antes que se perceba, já não se está tão certo de um dado no aplicativo porque não se tem uma acurada conciliação de contas. Ou seja, o dado no aplicativo não bate com o que se tem na conta no banco. Não tem certeza se os dados na planilha são exatos. Não se tem certeza se o orçamento reflete a realidade. Como resultado, perde-se a confiança e joga-se todo o trabalho fora. Acaba-se desencorajado e pessimista, sentindo que jamais será capaz de manter um controle, e retorna-se aos padrões de gastos sem controle e aumento de endividamento.

Já aqueles que confiam no seu sistema de gestão de finanças tem uma apresentação totalmente diferente. Gastam com confiança e segurança, pois sabem que o dinheiro está destinado a determinada aquisição ou categoria de gasto. Não há buracos em seu orçamento. Seguem em direção sem desvio para alcançar seus objetivos financeiros. Sabem, mês a mês, para que onde seu dinheiro vai e que está sendo usado exatamente do modo que desejam. Não há nenhuma ansiedade ou um incomodo num canto da sua mente, receosos de terem se esquecido de uma conta a pagar ou algum detalhe em suas finanças.

Recomendo a leitura de pelo menos três artigos:
  1. Applying GTD principles to your personal finances - Part 1 (Aplique os princípios do GTD em suas finanças pessoais - parte 01 - traduzido pelo Google)
  2. Applying GTD principles to your personal finances - Part 2 (Aplique os princípios do GTD em suas finanças pessoais - parte 02 - traduzido pelo Google)
  3. 3 reasons most budgets don’t work and how to fix them (Os 3 maiores motivos por que orçamentos não funcionam, e como concertá-los - traduzido via Google)


Outros Links:

Vasculhando o tema pela internet, encontramos de tudo um pouco: desde gente com a educação financeira equilibrada, como o Walmar, e várias outras sugestões:

Tem uma categoria sobre Finanças Pessoais no Mercado & Malagueta, onde a Bia fala, entre outras coisas, que é preciso aprender a economizar.

O Dinheirama.Com, do Conrado Navarro, fala sobre saúde financeira e quer saber se você é uma pessoa "sem noçao".

Sobre orçamento, o Felipe Barcellos transcreveu um texto interessante e bem explicativo da InfoMoney, em "como cuidar do seu dinheiro".

Ricardo Yasuda (Shadow), no blog Consciência Financeira, diz que vendeu o carro e foi morar próximo ao trabalho. Ganhou mais qualidade de vida e sentiu diferença no bolso.

(Falando nisso, será que você sabe comprar bem?)


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Já Cotei: Calculadora Financeira :: Livros de Finanças
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Momentum

É um dos melhores recursos para se aproveitar o tempo: criar momentum. Manter a energia, disposição, entusiasmo. Várias pequenas ações criam momentum, assim como algumas atitudes.

Pense o conceito de momentum como "massa em movimento". Todo objeto tem uma massa e quando este objeto está se movendo ele tem momentum. Faz-se um esforço pra começar algo, mas é relativamente fácil manter em movimento.

Momentum - quando se está embalado. Neste caso é preciso não interromper, mas se for necessário, crie um ponto de parada que propicie a continuidade depois.

...
Exemplo:

Um exemplo muito simples é a criança na escola.

Houve um tempo em que as férias eram longas no verão e duravam o mês todo em julho. Fora deste período os dois únicos largos intervalos eram o do Carnaval e o da Semana Santa, começando na quarta-feira.

Hoje em dia as interrupções são frequentes, emendam-se feriados, há a semana da criança etc, etc. As férias são confusas e encurtadas. Qualquer professor sabe disso: chega o mês de outubro, na primeira semana não dá, às vezes, pra começar matéria nova porque será interrompida na semana seguinte, a segunda do mês. Na terceira semana as crianças levam uns dois dias pra voltar ao ritmo e quando se começa mesmo já se chegou o meio da semana e há só mais uma semana no mês. Em seguida, já é novembro, o que significa próximo ao fim do ano.

Isto se não houver alguma greve ou pausa adicional antes do próximo feriado. Na vida escolar moderna há uma contínua perda de ritmo e de momentum.

O que dizer das escolas públicas e faculdades que entram em greve?

Desordem, bagunça e preocupação

Como é gerada a desordem?

"A desordem e a bagunça resultam de decisões que vão sendo adiadas.
Decida ao longo da caminhada, à medida que as coisas acontecem"
"Clutter is simply postponed decisions. Decide while you go."

Acerca da preocupação:

"A preocupação não livra o amanhã dos seus problemas, mas esvazia a força do dia atual."
Worry does not empty tomorrow of its troubles, it empties today of its strength. (Harold Taylor)

Dicas para estudantes móveis - parte 2

No texto Dicas para estudantes móveis, Natália Asari comentou:
"A idéia de fazer anotações direto em um PDA (ou no laptop de 100 dólares!) é boa, mas acho que está muito voltada aos estudos humanos. Para ciências exatas, desenhar gráficos e anotar fórmulas matemáticas é terrível de se fazer em um arquivo texto (mesmo que você seja expert em LaTeX - http://en.wikipedia.org/wiki/LaTeX ). Nesses casos, nada bate os velhos caderno e lápis."
Quando comprei meu primeiro pda - um Tungsten|E - eu estava no finalzinho da minha pós-graduação em Administração para o Desenvolvimento Local e não deu tempo de usar o palm como aluno.

Usar o palm como aluno é diferente de usá-lo como estudante! e só tive a oportunidade de fazer isso ano passado, durante um curso de atualização em metodologia científica.

Desde a época de colégio, eu estava habituado a usar mapas mentais. Mesmo sendo possível fazê-los direto no pda, não é nada funcional usar um programa de mind mapping para tomar notas durante a aula!

A solução: Deixar o teclado infravermelho aberto com o pda à postos, para escrever minhas impressões e pontos importantes da aula. E ao lado, um caderno onde eu ia rabiscando mapas mentais, ou fazia anotações mais lineares (da maneira tradicional ;) quando o assunto exigia.

LifeDrive

Gravar as aulas não deu muito certo comigo, porque fiquei com preguiça de fazer anotações ao mesmo tempo ou depois. E muitas vezes dá pra resumir em poucas palavras o que o professor levou um tempo para explicar e os alunos para aprender.

Pela minha experiência, você vai ter que lidar com papel, por mais digital que você seja. Recomendo fazer um arquivo geral só para assuntos da faculdade. Esse arquivo seguiria a ordem alfabética, e também por categorias, no caso, as disciplinas do semestre em curso.

E as anotações, fichamentos, percepções das leituras, etc, como centralizar tudo? Esse arquivo deve ser digital. Veja uma conversação recente lá no grupo, com mais de vinte mensagens: *Aqui*

Agora... bom mesmo é poder adiantar os trabalhos, rascunhar textos e planilhas ali, diretamente no pda. Economiza um tempo danado!
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BlogBlogs.Com.Br

Nota: livro reimpresso

Semana passada a expectativa era de que "A Arte De Fazer Acontecer", de David Allen seria reeditado, revisado.

Hoje de manhã liguei para a Editora Campus/ Elsevier e fiquei sabendo que fizeram apenas nova impressão do livro e o mesmo já está disponível no estoque da editora há duas semanas. (Veja mais informações no GTDbr).

Quem, como eu, estava esperando nova edição revista, já fica sabendo: onde achar, pode comprar.
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E que tal começar a procurar por aqui, no Já Cotei!?

Chame a Enfermeira!

Revista VIP Exame, outubro de 1999Para tocar o dia-a-dia com efetividade, a saúde precisa estar em dia. Pensando nisso, a revista eletrônica Papo de Homem publicou duas matérias interessantes sobre esportes e saúde:

A primeira, Body For Life - uma espécie de GTD para o corpo. A outra, são 8 Dicas para render muito mais na academia - parte I e parte II.

Agora vou dar minha contribuição aqui, tirada do fundo do baú:

Na Revista VIP, de Outubro de 1999, na seção "Chame a Enfermeira", Eunice - a enfermeira da época - me esclareceu uma questão intrigante. Tão intrigante que eu estava equivocado. Acho que até hoje muita gente confunde. Abaixo a transcrição, na íntegra:

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Meu amigo Harrison não concorda quando digo que beber água após o almoço facilita a digestão. Por isso, ele insiste que eu continuarei barrigudinho mesmo fazendo cooper três vezes por semana.
Enoch - Ilhéus (Ba)

Resposta da Eunice:
Amor, adoraria ficar do seu lado porque desconfio que você seja mais bonitinho que o Harrison (feeling feminino, sabe?).
Mas ambos estão fazendo uma pequena confusão. O doutor Szama Krybus, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, me explicou que a água gasosa é de fato digestiva. Mas só essa, certo?
Os gases presentes nesse tipo de água ajudam a empurrar o alimento para o intestino para que você não corra o risco de ficar empapuçado. Mas muita atenção: o doutor Szama aconselha, no máximo, dois copos de água gasosa durante ou logo após a refeição (antes não adianta porque a água deve atuar durante a digestão).
Se você vira um tonel, o estômago dilata, salientando a barriguinha. Mais: não sobra espaço para a comida e todos aqueles preciosos nutrientes que muito fazem por sua saúde.
Agora, rapaz, deixe de bobagem! A barriga que tanto o incomoda deve ser fruto de muitos almoços carregados de frituras, molhos brancos e doces. Cooper, bicicleta e caminhada podem ajudar a incinerar de seu corpo os depósitos de gordura criados por esses alimentos. Já a boa e velha água nada pode contra as gordurinhas. Nem a gasosa.
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Já Cotei!: para ajudar a dar fim na pança, compare ítens relacionados a academia, esportes aquáticos, e acessórios esportivos em geral. Mulheres, se forem pilotar, escolham o fogão... :D

Porta-manilla-folder Tabajara

Eu já expliquei como se faz um arquivo de referência geral e mostrei como eu mesmo produzo as pastas de arquivo - as famosas manillas folders.

Quando eu precisava carrega-las, as colocava diretamente na mochila (tipo embornal) . As coitadinhas amassavam e conteúdo escapava pelas laterais.

Como não achei uma pasta que coubesse a manilla dentro, lá fui eu para mais uma sessão de Do-It-Yourself (faça-você-mesmo).

Para resolver o problema, fiz um " porta manilla-folder tabajara": peguei uma cartolina daquelas mais grossas e fiz uma "pasta" que cabe, fecha as laterais e proteje a manilla folder durante o transporte.

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E veja, Já Cotei preços de material de papelaria, informática e escritório ;)

Os Sete Hábitos

Serendipidade - descobrir coisas importantes por acaso - é uma palavrinha que aprendi ano passado em duas ocasiões: quando um professor usou-a para falar de Ciência, e quando conheci o excelente Serendipidade, mantido por Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo.

Essa semana o Fábio comentou que não teve saco para terminar o único livro de auto-ajuda que ele tentou ler: "Os 7 Hábitos Das Pessoas Altamente Eficazes", de Stephen Covey. Disse:

"(...) No final do capítulo do hábito 2, o infeliz declara:

"Em meu lar colocamos nossa missão na parede, na sala de jantar, para que possamos olhá-la e monitorar nossas atitudes diariamente."

Neste momento eu fechei o livro e passei a tratá-lo de motivo para chacota. Que espécie de ser humano faz isso? Homo blennus?"

Essa leitura fria é muito superficial se colocada asssim, descontextualizada. É como olhar aquele trecho das escrituras sagradas que fala "quem tem fome que coma em casa" e achar que a orientação bíblica diz pra não frequentar restaurantes nem filar a bóia na casa do vizinho...

Mas eu não vim aqui pra falar sobre a tal missão da família. Quem quiser saber mais sobre isso, que leia o livro, ou mais ainda, a versão específica para a família.

Puxa... se o Fábio insistisse mais um pouquinho, quem sabe não descobrisse algo novo, serendipitosamente ?

Quando Covey fala de missão (este livro fala sobre missão pessoal), ele quis dizer que temos que começar com um objetivo em mente. Primeiro o mais importante, a missão de cada um baseada em princípios. Qual o sentido da vida?

Eu o li ainda na faculdade de Economia (não, não tem a ver com o curso ;) e foi muito importante para meu auto-conhecimento. Foi com ele que aprendi sobre proatividade. Foi lá que entendi que empatia é se colocar no lugar dos outros e também se fazer entender.

Foi lá que ouvi falar sobre Ganha-Ganha e outros cinco paradigmas da interação humana. Aprendi a estabelecer metas e fazer planejamento pessoal de longo prazo. Usei por um bom tempo o sistema de organização pessoal sugerido por ele.

Tá certo que algumas passagens são densas, outras são questionáveis, e concordo que o livro talvez não seja útil pra todos.

Eu, assim, como o Fábio, tenho restrições quanto a livros de auto-ajuda. Eu, por exemplo, não indicaria coisas do tipo Lair Ribeiro.

E é por isso que peço licença para retirar "Os 7 Hábitos" da estante de Auto-Ajuda e pôr na categoria "Desenvolvimento Pessoal"!

Pastas Simples de Arquivo - Manilla Folders

Eu já falei pra vocês que eu uso e mostrei como se faz um arquivo em ordem alfabética para guardar material de referência que está em papel. Vocês viram que fica tudo pastas? Elas são chamadas de manilla folders - pastas simples de arquivo. E como são difíceis de encontrar aqui no Brasil, eu mesmo fiz as minhas cortando folhas de cartolina e dobrando-as ao meio, como mostro nas figuras abaixo:

Faça você mesmo: Pastas de Arquivo [1/3] Faça você mesmo: Pastas de Arquivo [2/3] Faça você mesmo: Pastas de Arquivo [3/3]

Quem não quiser se aventurar com o estilete, uma boa notícia: no grupo de discussão o pessoal parece ter encontrado as benditas manilas. Veja lá o que têm-se falado sobre elas.
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