Hoje foi dia do concurso da Embasa (falei dele noutro post). De manhã fui lá fazer a prova e vender algumas canetas para os concorrentes. Dá um certo frio na barriga porque a gente sempre acha que os candidatos leram o edital. Mas sempre tem os incautos - e se eu tivesse chegado mais cedo, teria repassado mais unidades. As reações foram mais ou menos assim: "identificou uma oportunidade, hein? parabéns!"
À tarde, as provas eram para cargo de nível médio e eu e Tami fomos salvar os desavisados. Chegamos num colégio, já tinha um vendedor. Em vez de abrir concorrência e reduzir preços, rumamos para outro lugar. Daqui a pouco um maluco que estava trabalhando na organização (e alegou ser da equipe da CESPE que veio diretamente de Brasília) chegou querendo intimidar:
— Eu sei que tem os espertos (isto é, exploradores) querendo ganhar dinheiro fácil, mas você não pode falar que só pode usar caneta preta, porque se for azul, vamos aceitar, desde que seja transparente.
— Olha, eu vou continuar falando sim. Tá escrito aqui, ó: "caneta esferográfica preta, fabricada em material transparente". Eu fiz a prova de manhã e foi solicitado que os candidatos guardassem lápis, borracha e caneta azul, pois só era permitido a de tinta preta, conforme reza o edital. Se o fiscal aceitar outra cor, vai tá favorecendo um candidato!
Não me senti um porco capitalista explorador da classe oprimida, como ele quiz me taxar. Eu e Tami estávamos ali colaborando para que os candidatos atingissem seus objetivos - que não perdessem a chance de fazer a prova por um detalhe tão pequeno.
Ah! E pra provar que meu intento era ajudar o próximo, cheguei a trocar umas duas canetas de cor azul pela preta e até doei duas esferográficas para uma galera que eu percebi que não dispunham de dois reáu.
À tarde, as provas eram para cargo de nível médio e eu e Tami fomos salvar os desavisados. Chegamos num colégio, já tinha um vendedor. Em vez de abrir concorrência e reduzir preços, rumamos para outro lugar. Daqui a pouco um maluco que estava trabalhando na organização (e alegou ser da equipe da CESPE que veio diretamente de Brasília) chegou querendo intimidar:
— Eu sei que tem os espertos (isto é, exploradores) querendo ganhar dinheiro fácil, mas você não pode falar que só pode usar caneta preta, porque se for azul, vamos aceitar, desde que seja transparente.
— Olha, eu vou continuar falando sim. Tá escrito aqui, ó: "caneta esferográfica preta, fabricada em material transparente". Eu fiz a prova de manhã e foi solicitado que os candidatos guardassem lápis, borracha e caneta azul, pois só era permitido a de tinta preta, conforme reza o edital. Se o fiscal aceitar outra cor, vai tá favorecendo um candidato!
Não me senti um porco capitalista explorador da classe oprimida, como ele quiz me taxar. Eu e Tami estávamos ali colaborando para que os candidatos atingissem seus objetivos - que não perdessem a chance de fazer a prova por um detalhe tão pequeno.
Ah! E pra provar que meu intento era ajudar o próximo, cheguei a trocar umas duas canetas de cor azul pela preta e até doei duas esferográficas para uma galera que eu percebi que não dispunham de dois reáu.







